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	<title>Arquivo de Saúde - Sandra Oliveira - Coach</title>
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	<description>Coaching de saúde, emagrecimento e bem-estar</description>
	<lastBuildDate>Mon, 13 Jan 2020 12:36:26 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Saúde - Sandra Oliveira - Coach</title>
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	<item>
		<title>Entendendo a obesidade</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/entendendo-a-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2020 12:36:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nutrição e alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[Perda de peso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este é uma artigo onde se explicam  os mecanismos de armazenamento e queima de gordura para melhor entendermos a obesidade.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/entendendo-a-obesidade/">Entendendo a obesidade</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Digestão normal</h2>



<p>Todos os alimentos são compostos de uma
combinação de três componentes principais, chamados macronutrientes:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Hidratos de Carbono</li><li>Proteínas</li><li>Gordura</li></ol>



<p>Cada um desses macronutrientes é composto por
unidades funcionais menores. Os Hidratos de carbono são cadeias de glicose e
outros açúcares. As proteínas são cadeias de aminoácidos. As gorduras
(triglicerídeos) são cadeias de ácidos graxos. Existem também quantidades menores,microscópicas,
de vitaminas (A, B, C, D, E, K etc.) e minerais (ferro, cobre, selénio etc.),
conhecidos como micronutrientes.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="300" height="184" src="https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_v0O6Oj6qSgZqM0ow-300x184.png" alt="Estrutura primária da proteína - cadeia de aminoácidos" class="wp-image-456" srcset="https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_v0O6Oj6qSgZqM0ow-300x184.png 300w, https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_v0O6Oj6qSgZqM0ow-1024x628.png 1024w, https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_v0O6Oj6qSgZqM0ow-768x471.png 768w, https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_v0O6Oj6qSgZqM0ow-1536x942.png 1536w, https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_v0O6Oj6qSgZqM0ow.png 2000w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Estrutura primária da proteína &#8211; cadeia de aminoácidos</figcaption></figure></div>



<p>A digestão decompõe os macronutrientes para
absorção na corrente sanguínea. Isso fornece tanto energia (calorias) como as
matérias-primas necessárias (proteínas, gorduras) para construir células. Alguns
macronutrientes têm que ser obtidos da nossa dieta, porque não podemos
fabricá-los. São chamados aminoácidos essenciais (como arginina e leucina) e
ácidos graxos essenciais (como ómega 3 e ómega 6), mas não existem hidratos de
carbono essenciais. Sem estes nutrientes essenciais, ficaríamos doentes.</p>



<p>Cada um dos três macronutrientes é
metabolizado de maneira diferente. Os hidratos de carbono, cadeias de açúcares
como a glicose e a frutose são quebradas em açúcares individuais para absorção.
Os hidratos de carbono refinados (por exemplo, farinha) são absorvidos muito
mais rapidamente na corrente sanguínea do que os hidratos de carbono não
refinados que ainda podem conter quantidades significativas de proteínas,
gorduras e fibras.</p>



<p>A digestão quebra as proteínas da dieta nos seus componentes, chamados aminoácidos. Estes são dirigidos para o fígado, onde são usados para reparar e reconstruir proteínas celulares. A primeira função destes aminoácidos NÃO é ser usados como energia. Eles são usados para construir proteínas como células sanguíneas, ossos, músculos, tecido conjuntivo, pele etc. No entanto, se ingerires proteína em excesso, o corpo não terá como armazenar esses aminoácidos extras. Em vez disso, são transformados em glicose pelo fígado. <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12915639">Estima-se que 50-70% da proteína ingerida é transformada em glicose</a> numa pessoa norte-americana média.</p>



<p>A gordura é composta de moléculas chamadas
triglicerídeos. A digestão da gordura requer bile, que mistura e emulsifica a
gordura da dieta, para que seja mais facilmente absorvida pelo corpo. A gordura
é absorvida diretamente no sistema linfático, que se esvazia para a corrente
sanguínea. Os triglicerídeos são absorvidos pelas células adiposas
(adipócitos). Como a gordura da dieta não precisa do fígado para o
processamento inicial, ela não requer insulina como hormona sinalizadora.
Assim, a gordura da dieta quase não afeta os níveis de insulina. A gordura da
dieta é absorvida mais ou menos diretamente na nossa gordura corporal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Armazenamento da energia alimentar</h2>



<p>O corpo possui dois métodos complementares de
armazenamento de energia. Pode armazenar energia como:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Glicogénio no fígado</li><li>Gordura corporal</li></ol>



<p>Quando comes hidratos de carbono ou proteínas
(além das necessidades do corpo), a insulina aumenta. Todas as células do corpo
(fígado, rim, cérebro, coração, músculos etc.) se servem deste buffet de
glicose à vontade. Se sobrar alguma glicose, deve ser armazenada. Moléculas de
glicose individuais são amarradas em cadeias longas chamadas glicogénio. Este é
um processo relativamente simples. O processo inverso, quebrar o glicogénio de
volta à componente individual glicose para fornecer energia quando não estamos a
comer (em jejum), também é bastante fácil.</p>



<p>O glicogénio é produzido e armazenado
diretamente no fígado. Quando a insulina aumenta, o corpo armazena energia dos
alimentos como glicogénio. Quando a insulina cai, como no jejum, o corpo
decompõe o glicogénio em glicose. O glicogénio hepático dura aproximadamente 24h
sem comermos. O glicogénio só pode ser usado para armazenar energia dos hidratos
de carbono e proteínas, e não da gordura da dieta, que não é processada no
fígado e não se decompõe em glicose.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img decoding="async" width="300" height="169" src="https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_-QxjJ7P2qae9EEre-300x169.png" alt="Glicogénio - um polissacarídeo que é formado elo excesso de glicose no sangue" class="wp-image-457" srcset="https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_-QxjJ7P2qae9EEre-300x169.png 300w, https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_-QxjJ7P2qae9EEre-768x432.png 768w, https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_-QxjJ7P2qae9EEre.png 975w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Glicogénio &#8211; um polissacarídeo que é formado elo excesso de glicose no sangue</figcaption></figure></div>



<p>Quando as reservas de glicogénio estão cheias,
o corpo usa uma segunda forma de armazenamento de energia &#8211; a gordura corporal.
Gordura alimentar e gordura corporal são compostas por moléculas chamadas
triglicerídeos. Quando comemos gordura na dieta, ela é absorvida e enviada
diretamente à corrente sanguínea para ser absorvida pelos adipócitos. O excesso
de glicose no fígado que não pode ser colocado no armazenamento total de glicogénio
deve ser transformado em triglicerídeos por meio de um processo chamado “lipogénese
de novo”.</p>



<p>O fígado cria nova gordura a partir desse
excesso de glicose, mas não pode armazená-la. A gordura deve ser armazenada nas
células adiposas, não no fígado. Assim, o fígado exporta a gordura como
lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL), que a leva ao adipócito para
armazenamento a longo prazo. O fígado transforma essencialmente o excesso de
glicose em gordura e transporta-a para os adipócitos para armazenamento a longo
prazo. Este é um processo muito mais trabalhoso do que o armazenamento de glicogénio.
A vantagem de usar a gordura corporal como armazenamento de energia dos
alimentos é que não há limite para quanto pode ser armazenado.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img decoding="async" width="300" height="53" src="https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_w4poZW9Y4LvtjJlC-300x53.png" alt="Comida -&gt; aumento da insulina -&gt; armazenamento de açúcar no fígado/produção de gordura no fígado" class="wp-image-458" srcset="https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_w4poZW9Y4LvtjJlC-300x53.png 300w, https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_w4poZW9Y4LvtjJlC-768x135.png 768w, https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_w4poZW9Y4LvtjJlC.png 856w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Comida -> aumento da insulina -> armazenamento de açúcar no fígado/produção de gordura no fígado</figcaption></figure></div>



<p>Esses dois sistemas diferentes para armazenar
energia dos alimentos complementam-se muito bem. O glicogénio é fácil e
conveniente, mas limitado em espaço de armazenamento. A gordura corporal é mais
difícil e inconveniente, mas ilimitada em espaço de armazenamento.</p>



<p>Pensa no glicogénio como uma carteira. O
dinheiro está facilmente disponível, mas o espaço de armazenamento é limitado.
Pensa na gordura corporal como sendo dinheiro no banco. É muito mais difícil pôr
e tirar dinheiro, mas há uma quantidade ilimitada de espaço de armazenamento.
Para atividades diárias regulares, é mais simples usar a tua carteira. É a
melhor solução a curto prazo. A longo prazo, no entanto, usamos um banco para
guardar as economias da nossa vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O estado de Jejum</h2>



<p>No estado de jejum, quando não comes, os
níveis de insulina caem, já que a comida é o principal estímulo à insulina.
Embora a palavra jejum possa parecer assustadora, apenas se refere a todos os
momento em que não estás a comer. É o outro lado ou o lado &#8216;B&#8217; de comer. Estás
a comer ou a jejuar. Quando dormes, por exemplo, estás em jejum. A palavra “breakfast”
(pequeno almoço) refere-se à refeição que quebra (break) o nosso jejum (fast),
indicando que o jejum é realmente uma parte da vida quotidiana. O nosso corpo
existe apenas num de dois estados &#8211; o estado alimentado (insulina alta) ou o
estado de jejum (insulina baixa). O nosso corpo ou está a armazenar energia dos
alimentos ou está a consumi-la. No estado de jejum, dependemos das nossas
reservas de energia alimentar para sobreviver.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="43" src="https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_PUckCrTLJNh4mT06-300x43.png" alt="Queima de açúcar armazenado no fígado/queima de gordura no fígado <- diminuição da insulina <- Ausência de comida / jejum  " class="wp-image-459" srcset="https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_PUckCrTLJNh4mT06-300x43.png 300w, https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_PUckCrTLJNh4mT06-768x109.png 768w, https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_PUckCrTLJNh4mT06.png 950w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption> Queima de açúcar armazenado no fígado/queima de gordura no fígado &lt;- diminuição da insulina &lt;- Ausência de comida / jejum  </figcaption></figure></div>



<p>Alta insulina diz ao nosso corpo para
armazenar energia. Insulina baixa sinaliza o nosso corpo para usar a energia
armazenada dos alimentos, porque não há comida a entrar. Primeiro, decompomos o
glicogénio em glicose para obter energia. Isso dura aproximadamente 24h. Se
ficarmos mais tempo sem comida, precisaremos usar as reservas de energia
alimentar de difícil acesso na gordura corporal. Se usares o dinheiro da tua
carteira, precisarás obter o dinheiro da conta bancária de mais difícil acesso.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="123" src="https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_9ZBk75QeZjFmxPPq-300x123.png" alt="Estado alimentado -&gt; armazenamento
Estado de jejum -&gt;queima de reservas" class="wp-image-460" srcset="https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_9ZBk75QeZjFmxPPq-300x123.png 300w, https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_9ZBk75QeZjFmxPPq-768x315.png 768w, https://sandraoliveira.net/wp-content/uploads/2020/01/0_9ZBk75QeZjFmxPPq.png 975w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Estado alimentado -> armazenamento<br>Estado de jejum ->queima de reservas</figcaption></figure></div>



<p>Um corpo saudável existe num equilíbrio entre
alimentação e jejum. Às vezes, armazenamos energia alimentar (o estado
alimentado) e, às vezes, queimamo-la (estado de jejum). É difícil queimar
gordura corporal, porque é naturalmente mais difícil obter acesso. Quando a
insulina está alta, o teu corpo quer armazenar a energia dos alimentos, não queimá-la.
A insulina bloqueia a queima de gordura.</p>



<p>Insulina alta diz-nos para fazer depósitos no
nosso “banco de gordura”. Insulina baixa diz-nos para fazer levantamentos do
nosso “banco de gordura”. Se queres perder peso, precisas fazer duas coisas. Ao
fazer depósitos, queres fazer depósitos menores (comer alimentos que ativam
menos a insulina). Esta é a questão de &#8220;o que comer&#8221;. Hidratos de
carbono refinados e açúcar tendem a causar os mais altos níveis de insulina.
Portanto, reduz o consumo destes alimentos. Segundo, queres passar mais tempo a
fazer levantamentos (passa mais tempo no estado de jejum). Esta é a questão de
&#8220;quando comer&#8221;. Se passares mais tempo em jejum, queimarás mais
energia alimentar armazenada, também conhecida como gordura corporal.</p>



<p>Toda a perda de peso se resume a estas duas
coisas &#8211; o que comer e quando comer. Enquanto nos obcecamos com a primeira
pergunta, quase ignoramos a segunda. É melhor comer 6 vezes ao dia ou uma vez
ao dia? Se comes 6 vezes ao dia, está a dizer ao teu corpo para armazenar
gordura 6 vezes ao dia. Esta é uma receita para desgosto e azia. A combinação
mágica de comer alimentos que ativam menos a insulina, que são praticamente
todos os alimentos naturais não processados e jejum intermitente (lembra-te de
que o jejum faz parte da vida quotidiana) é o melhor e mais simples método de
perda de peso a longo prazo.</p>



<p>A insulina é um dos principais reguladores hormonais do peso corporal. A obesidade é um desequilíbrio <strong>hormonal</strong>, não um desequilíbrio calórico. Simplificando, a insulina causa obesidade, portanto a redução da insulina é o principal passo para a perda de peso. O foco perigosamente equivocado nas calorias não aborda necessariamente o desequilíbrio hormonal subjacente.</p>



<p> Este é um artigo traduzido. O original, do Dr. Jason Fung, está <a href="https://medium.com/@drjasonfung/understanding-obesity-f233fbb38dc1">aqui</a>. O Dr. Jason Fung é um nefrologista canadiano, especialista líder mundial em jejum intermitente e dieta lowcarb, especialmente para o tratamento de pessoas com diabetes tipo 2. </p>



<p>Espero que tenhas gostado deste artigo. se quiseres ler mais sobre alimentação saudável recomendo que leias <a href="https://sandraoliveira.net/o-que-comer-e-o-que-evitar-para-uma-vida-longa-com-saude/">este artigo</a>. Se já sabes o que tens que fazer para melhorares a tua saúde e não consegues entrar em ação, dá uma olhada <a href="https://sandraoliveira.net/como-sair-do-ciclo-vicioso-de-recomecar/">nisto</a>. E se achas que podes beneficiar do meu apoio como coach, entra em contacto comigo para marcarmos uma <a href="https://sandraoliveira.net/contactos/">sessão estratégica</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/entendendo-a-obesidade/">Entendendo a obesidade</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>COMO SAIR DO CICLO VICIOSO DE RECOMEÇAR</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/como-sair-do-ciclo-vicioso-de-recomecar/</link>
					<comments>https://sandraoliveira.net/como-sair-do-ciclo-vicioso-de-recomecar/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2020 11:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Hábitos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Estilo de vida saudável]]></category>
		<category><![CDATA[Recomeçar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estás a repetir resoluções de anos anteriores? Hoje falo do ciclo vicioso de recomeçar e de como podes sair dele.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/como-sair-do-ciclo-vicioso-de-recomecar/">COMO SAIR DO CICLO VICIOSO DE RECOMEÇAR</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Antes de mais Feliz Ano
Novo! Este é o primeiro post do ano. Fizeste, certamente, resoluções para 2020,
não foi? Já refletiste se são as mesmas de 2019? 2018? 2017?&#8230; Algumas até
podem ser… é por isso que hoje te quero falar do ciclo vicioso de recomeçar e
de como podes sair dele.</p>



<p>No que toca à alimentação
ou à prática de exercício físico, muitas pessoas têm este (digamos) hábito de
estar sempre a recomeçar e nunca olham para trás para avaliar que obstáculos
surgiram, que tipo de dieta adotaram, o que é que falhou. E continuam a repetir
as mesmas coisas, a sentirem-se frustradas e a desistirem. E a recomeçarem,
porque ainda têm o desejo de mudar. </p>



<p>Por vezes, as coisas até
estão a correr bem, mas depois acontece qualquer coisa e param, desistem e não
sabem porquê. Outras vezes não conseguem implementar o plano que elas próprias
definiram.</p>



<p>Eu sei que é assim, porque
já me aconteceu! E a ti, já te aconteceu?</p>



<p>É muito frustrante, porque
ninguém gosta de falhar, todos queremos ter sucesso! Em relação à saúde,
queremos ser mais saudáveis, ter mais energia, ser mais magras, mais fortes e
aptas fisicamente.</p>



<p>Está tudo bem com sentir
frustração e com recomeçar, mas quero que saibas que podes encontrar o teu
caminho para o sucesso. Podes encontrar a tua forma de permaneceres no caminho,
de não teres que recomeçar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Porque é que tantas vezes temos que recomeçar?</strong></h2>



<p>Somos criaturas de hábitos
e temos hábitos que, por vezes, vêm já da infância. Também somos muito
influenciáveis pelo ambiente à nossa volta, sobretudo pelos meios de
comunicação social. Por outro lado, o ritmo de vida atual é muito stressante. O
nosso trabalho, a nossa família, as nossas responsabilidades exercem muita
pressão sobre nós. E temos, também, imensas âncoras emocionais de que nem nos
apercebemos &#8211; sentimentos e emoções condicionados. E, muitas vezes, não temos
tempo para pensar nisto e compreender porque é que fazemos as coisas que
fazemos.</p>



<p>Mas muitas pessoas
conseguem e por isso tu também consegues. Não é uma tarefa impossível ter
sucesso na tua jornada de saúde. Apenas precisas de entender os métodos e as
ferramentas que te podem ajudar a ti e a mais ninguém a ter sucesso.</p>



<p>Acredito que todos
merecemos fazer algo por nós próprios, só precisamos construir o sistema certo
envolvendo os nossos hábitos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como quebrar o ciclo vicioso</strong></h2>



<ul class="wp-block-list"><li>Tira uns minutos por dia e pesquisa como funciona o teu corpo. Vai ajudar-te saberes porque é que o açúcar é mau para ti, o que faz ao teu corpo consumir glúten ou que, afinal, consumir gorduras saudáveis é bom. Podes encontrar muita informação neste blog. Por exemplo, em artigos como <a href="https://sandraoliveira.net/a-saude-duradoura-comeca-aqui/">este</a>, <a href="https://sandraoliveira.net/como-viver-atualmente-seguindo-as-leis-ancestrais/">este</a> ou mesmo <a href="https://sandraoliveira.net/o-que-comer-e-o-que-evitar-para-uma-vida-longa-com-saude/">este</a>. E muitos outros&#8230; como <a href="https://sandraoliveira.net/um-plano-de-exercicios-tao-facil-que-ate-o-homem-das-cavernas-o-seguiu/">este</a>.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Tenta identificar quais são as tuas principais preocupações e quais são as coisas que não funcionaram contigo. Vê o que podes melhorar.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Planeia a longo prazo, define os teus objetivos para os próximos 1 ou 2 anos, em termos da tua saúde, e depois decompõe em partes mais pequenas (sendo realista com o que é possível fazer no tempo que definiste). Foca-te em <strong>como</strong> vais fazer para concretizar esses objetivos. Antecipa as dificuldades que podem surgir e o que vais fazer para ultrapassá-las. Escuta o que te vou dizer agora: <strong>dificuldades e quedas fazem parte do caminho</strong>, por isso se tropeçares não te recrimines. A única coisa que tens que fazer nestes casos, depois de te abraçares com compaixão, é voltar ao plano no momento seguinte. </li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Todos os dias, ao final do dia, define o que vais comer no dia seguinte, que exercício físico vais praticar, a que horas te vais deitar, se e onde podes encaixar uns minutinhos de sol. E depois, cumpre!</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Aponta para o progresso e não para a perfeição. Almejar a perfeição é o que acaba com todos os esforços de mudança. Se hoje só podes treinar 10 minutos, vai! Sempre é melhor que não fazeres nada. Se hoje só pudeste comer uma sandwich em frente ao computador ao almoço, volta ao trilho na refeição seguinte. É possível! Eu quero que escapes a este ciclo vicioso! Eu sei que és capaz e estou aqui para ti!</li></ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Isto é o que o exercício faz ao teu cérebro</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/o-que-o-exercicio-faz-ao-teu-cerebro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2019 13:24:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[Exercício]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sandraoliveira.net/?p=445</guid>

					<description><![CDATA[<p>Se o exercício fosse uma droga, diríamos que os seus benefícios eram bons demais para ser verdade. Não só nos mantém saudáveis e nos ajuda a viver mais, como também nos torna mais inteligentes e felizes. O treino pode melhorar a memória, acelerar os tempos de reação, melhorar a atenção e aliviar a depressão. Pode até evitar doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer e Parkinson.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/o-que-o-exercicio-faz-ao-teu-cerebro/">Isto é o que o exercício faz ao teu cérebro</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>  Este é um artigo traduzido por Sandra Oliveira. O original está <a href="https://elemental.medium.com/this-is-what-exercise-does-to-your-brain-7068b6a1af81">aqui</a>.</p>



<p>Os cientistas estão cada vez mais perto de entender por que é que o exercício nos faz sentir bem. (É mais do que endorfinas.)</p>



<p>Se o exercício fosse uma droga, diríamos que os
seus benefícios eram bons demais para ser verdade. Não só nos mantém saudáveis e
nos ajuda a viver mais, como também nos torna mais inteligentes e felizes. O
treino pode melhorar a memória, acelerar os tempos de reação, melhorar a
atenção e aliviar a depressão. Pode até evitar doenças neurodegenerativas como
a doença de Alzheimer e Parkinson.</p>



<p>Como faz tudo isto?</p>



<p>Na última década, os cientistas começaram a
descobrir as formas como o exercício impacta o nosso cérebro. O exercício
aumenta os níveis de hormonas e neuroquímicos importantes que ajudam a forjar
novas conexões entre as células cerebrais e podem até levar ao nascimento de
neurónios numa área do cérebro chamada hipocampo, o centro de humor e memória deste
órgão.</p>



<p>&#8220;O exercício parece ser bom para
praticamente todas as funções do cérebro e do corpo&#8221;, diz Fernando
Gomez-Pinilla, professor do Departamento de Biologia Integrativa e Fisiologia
da UCLA.</p>



<p>Todas as vezes que te exercitas, os teus
músculos, células adiposas e fígado libertam uma variedade de moléculas na
corrente sanguínea. Algumas destas moléculas circulam pelo corpo e viajam até ao
cérebro, onde atravessam a barreira hematoencefálica. Uma vez lá dentro, desencadeiam
uma cascata de mudanças benéficas que te podem fazer sentir mais focado e
feliz.</p>



<p>Uma das mudanças mais cruciais é a libertação
de uma hormona do crescimento chamada fator neurotrófico derivado do cérebro,
ou BDNF. Quando se trata dos efeitos positivos do exercício no cérebro, o BDNF
é a estrela.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;O exercício parece ser bom para praticamente todas as funções do cérebro e do corpo.&#8221;</p></blockquote>



<p>&#8220;Esta é uma das moléculas mais
importantes para a função cerebral relacionada com os efeitos do
exercício&#8221;, diz Gomez-Pinilla. &#8220;O BDNF é muito importante para todos
os processos básicos relacionados com a aprendizagem e com a memória no cérebro&#8221;.</p>



<p>O BDNF ajuda o cérebro a construir novas conexões,
ou sinapses, entre neurónios &#8211; um processo chamado plasticidade sináptica que,
acredita-se, é a base da aprendizagem. As células comunicam-se através dessas
conexões, tanto dentro como através de áreas do cérebro. Por exemplo, neurónios
no hipocampo criam sinapses com células no córtex pré-frontal, outra região que
beneficia significativamente do exercício. É no córtex pré-frontal que muitas
das nossas funções executivas de alto nível se originam, como a tomada de
decisão e a atenção, processos que também são melhorados com o exercício.</p>



<p>O efeito mais notável do BDNF também é o mais
controverso. Anos de pesquisa mostram que, pelo menos em ratos e camundongos, o
BDNF induzido pelo exercício desencadeia o crescimento de novas células
cerebrais no hipocampo, um processo chamado neurogénese. O BDNF faz isso
aumentando a função das células-tronco no cérebro, eventualmente preenchendo o
hipocampo com novas células saudáveis que melhoram o poder do cérebro.</p>



<p>Se a neurogénese também acontece em humanos
adultos é mais controverso. Alguns estudos sugerem que sim, outros não. Isso
ocorre porque não há uma maneira clara de medir o nascimento de uma nova célula
cerebral sem abrir o crânio de alguém.</p>



<p>&#8220;Até que haja métodos melhores e mais
sofisticados que abordem diretamente se a neurogénese é aumentada pelo
exercício em humanos, isso permanece incerto&#8221;, diz Henriette van Praag,
professora associada de ciências biomédicas da Florida Atlantic University.</p>



<p>O exercício também altera a rede de vasos
sanguíneos do cérebro. Mais fluxo sanguíneo no corpo resultante do exercício
corresponde a mais fluxo sanguíneo no cérebro, bem como o aumento de uma
molécula específica de vaso sanguíneo chamada fator de crescimento do endotélio
vascular (VEGF). Como resultado, novos vasos sanguíneos formam-se no hipocampo.
Nos cérebros de roedores, a neurogénese e o fluxo sanguíneo estão conectados,
potencialmente porque os novos vasos sanguíneos trazem mais fatores de
crescimento para a área. Os seres humanos experimentam o mesmo aumento nos
vasos sanguíneos, fornecendo outra pista de que a neurogénese possa estar a
ocorrer nas pessoas.</p>



<p>Qualquer pessoa que tenha sentido &#8220;um
pico&#8221; &#8211; ou que se tenha sentido menos mal depois de um treino &#8211;
experimentou a maneira como o exercício eleva neurotransmissores como
serotonina, dopamina e opióides endógenos (também conhecidos como endorfinas),
que são críticos para regular o humor, a motivação e sentimentos de recompensa.
Os investigadores não têm bem a certeza sobre como essas mudanças começam &#8211;
embora, como tudo o mais, pareçam estar relacionadas com o BDNF. É possível que
esses neuroquímicos aumentem simplesmente porque o exercício é gratificante.
Qualquer coisa que te faça sentir bem aumentará os teus níveis de dopamina, por
exemplo, portanto, se ires a uma aula de SoulCycle for divertido para ti, o teu
cérebro libertará a substância química de reforço em resposta.</p>



<p>Então, que tipo de exercício é melhor para o teu
cérebro? A maior parte da pesquisa foi realizada em exercícios aeróbicos
moderados, como corrida, mas evidências recentes sugerem que o levantamento de
peso e o treino intervalado de alta intensidade também são bons. Julia Basso, investigadora
associada sénior do Departamento de Nutrição Humana, Alimentos e Exercícios da
Virginia Tech, diz que as pessoas que experimentam os maiores ganhos na sua
forma física apresentam as maiores mudanças cognitivas, sugerindo que os exercícios
de maior intensidade proporcionam benefícios extras. No entanto, o aumento de
humor ocorre independentemente da intensidade da atividade.</p>



<p>“Podes ir dar um passeio e o teu humor vai
melhorar. Mas precisas de maior intensidade para obter melhorias cognitivas”,
diz Basso. &#8220;Quanto mais aumentas a tua frequência cardíaca, mais benefícios
de aptidão a longo prazo terás e, assim, mais benefícios cognitivos a longo
prazo terás&#8221;.</p>



<p>Porém, se estás apenas a começar, ou estás limitado pela idade ou por lesão, até a caminhada pode causar algumas dessas mudanças. O mais importante é encontrares algo que gostes de fazer e mantê-lo. &#8220;Em termos práticos&#8221;, diz Basso, &#8220;o melhor regime de exercícios será aquele que estás a gostar e que te fará voltar no dia seguinte&#8221;. </p>



<p>Se quiseres saber mais sobre os movimentos que os humanos têm estado a realizar há milhões de anos, clica <a href="https://sandraoliveira.net/um-plano-de-exercicios-tao-facil-que-ate-o-homem-das-cavernas-o-seguiu/">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/o-que-o-exercicio-faz-ao-teu-cerebro/">Isto é o que o exercício faz ao teu cérebro</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>3 FORMAS DE CONQUISTARES A TUA FOME EMOCIONAL</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/conquista-a-tua-fome-emocional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Dec 2019 13:20:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coaching]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Hábitos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[fome emocional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sandraoliveira.net/?p=436</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fome emocional é algo com que muita gente lida diariamente. Provavelmente é algo pelo qual também já passaste no passado. Hoje quero falar-te de como a fome emocional não é boa para ti e como podes vencer esses hábitos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/conquista-a-tua-fome-emocional/">3 FORMAS DE CONQUISTARES A TUA FOME EMOCIONAL</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Fome emocional é algo com
que muita gente lida diariamente. Provavelmente é algo pelo qual também já passaste
no passado. Hoje quero falar-te de como a fome emocional não é boa para ti e
como podes vencer esses hábitos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Em primeiro lugar, o que é a fome emocional.</strong></h2>



<p>Nem sempre comemos apenas
para satisfazer a fome física. Muitos de nós também recorrem à comida como
conforto, alívio do stresse ou como recompensa. E quando o fazemos, tendemos a
procurar junk food, doces e outros alimentos reconfortantes, mas não saudáveis.
Podes virar-te para o gelado quando estás triste, pedir uma pizza se estiveres
entediada ou sozinha ou passar pelo drive-through depois de um dia stressante
no trabalho.</p>



<p>Comes de forma emocional quando
usas a comida para te sentires melhor &#8211; para suprires as necessidades
emocionais, e não o estômago. Infelizmente, comer de forma emocional não
resolve problemas emocionais. Na verdade, geralmente faz-te sentir pior. Pois,
não só a questão emocional original permanece, mas também te sentes culpada por
comer demais.</p>



<p>Usar a comida, ocasionalmente,
como um estímulo, uma recompensa ou para comemorar não é necessariamente uma
coisa má. Mas quando comer é o teu principal mecanismo emocional para
enfrentares as coisas &#8211; quando o teu primeiro impulso é abrir o frigorífico ou
a despensa sempre que estás estressada, chateada, irritada, sozinha, exausta ou
entediada &#8211; ficas presa num ciclo doentio onde o sentimento ou o problema real
é nunca encarado.</p>



<p>O problema é que comer de
forma emocional é inconsciente. E, como é inconsciente, não pensamos no que é
que estas comidas não saudáveis fazem ao nosso corpo e acabamos por tratar o
nosso corpo como um caixote do lixo (já alguma vez ouviste falar de uma pessoa
de comeu uma salada porque estava irritada?). As consequências deste comer de
forma emocional podem ser avassaladoras: podemos engordar, sentirmo-nos sem
energia, desmotivadas, sem controlo sobre os nossos “apetites” (os chamados
cravings). Além disso, outros problemas podem surgir, como problemas de
digestão, problemas de tensão, problemas de pele, entre outros.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como podemos conquistar a fome emocional</strong></h2>



<p>A vida de hoje é
stressante, as coisas acontecem e normalmente acontecem a um ritmo insano. Dito
isto, como podemos prevenir esta situação, como podemos proteger-nos e
conquistar a fome emocional?</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Separa a comida das emoções. Aquilo que estás a sentir é um gatilho para
executares a tua rotina de ir frigorífico ou à despensa e comeres. A tua
recompensa é claramente o conforto, o alívio do stresse. Mas o que
provavelmente não sabes é aquilo que está compreendido nesta citação de Victor
Frankl: “<em>Existe um espaço entre o
estímulo e a resposta. Nesse espaço reside a capacidade de escolhermos a nossa
resposta. E nessa resposta estão o nosso crescimento e a nossa liberdade.</em>”
Então de cada vez que sentires uma emoção forte, pára e respira e, depois,
escolhe de forma consciente o que vais fazer em seguida que melhor te serve.
Podes pensar em formas de resolver o problema ou podes decidir colocar isso
tudo em standby para resolver mais tarde (ir dar uma caminhada para refrescar
as ideias ou dormir sobre o assunto). Se este autocontrolo ainda for muito
difícil para ti, então a minha sugestão é que tenhas boas opções (saudáveis) à
mão para comer.</li><li>Separa a comida do prazer. Precisas apreciar outras coisas para além da
comida. E sim, a comida é fantástica, dá-nos prazer, é saborosa, une-nos uns
com os outros, mas todas essas coisas podem ser encontradas noutros objetos,
circunstâncias e eventos. Foca-te na diversão! Podes dar um passeio, ir nadar,
tomar um banho de espuma, fazer uma corrida, conectar-te com os teus entes
queridos indo visitá-los, ou convidando-os para um passeio turístico, brincar
com os teus filhos, ir até à praia ou ao jardim descontrair ou apanhar um pouco
de sol, fazer karaoke. Há tantas coisas que pode apreciar em vez de apenas te
focares na comida (focares-te na comida não é mau, só é um problema se o fazes
constantemente, porque cria dependência). Tenta fazer estas coisas divertidas
ao longo da semana e não apenas em ocasiões especiais. Não precisas gastar
muito tempo com isto, escolhe um pequeno prazer para fazeres todos os dias,
qualquer coisa que te faça sentir feliz.</li><li>Pratica, pratica e pratica. Planeia os teus dias, descobre como te podes
mimar e escreve, põe na tua agenda o que vais fazer. Precisas descobrir novas
emoções, melhores, mais positivas. Define o que queres para ti, para a tua
saúde e mantém-te ligada a esse objetivo. Em poucas semanas já te vais sentir
muito melhor.</li></ol>



<p> A minha última sugestão para ti é: trata-te com amor! Pergunta-te “Isto serve-me?”, “Isto vai ajudar-me a atingir os meus objetivos?”. Lembra-te daquele anúncio antigo que tinha como slogan “Se eu não gostar de mim, quem gostará?”.</p>



<p>Podes ver aqui <a href="https://sandraoliveira.net/a-dificil-arte-de-construir-novos-habitos/">neste artigo</a> 8 estratégias para construíres novos hábitos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/conquista-a-tua-fome-emocional/">3 FORMAS DE CONQUISTARES A TUA FOME EMOCIONAL</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Uma Breve História da Nutrição no Ocidente</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/uma-breve-historia-da-nutricao-no-ocidente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2019 16:02:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nutrição e alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Carne]]></category>
		<category><![CDATA[gordura]]></category>
		<category><![CDATA[Mitos da nutrição]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sandraoliveira.net/?p=410</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ainda acreditas que carne vermelha causa cancro e que a gordura é o diabo? Então lê este artigo para saberes como a nossa sociedade passou a acreditar plenamente nessas ideias desinformadas.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/uma-breve-historia-da-nutricao-no-ocidente/">Uma Breve História da Nutrição no Ocidente</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Este
é um artigo traduzido. O original está <a href="https://robbwolf.com/2019/09/17/a-brief-history-of-nutrition-in-the-west/">aqui</a>.</p>



<p>Por
Robb Wolf</p>



<p>Se estás
aqui, vou assumir que provavelmente sabes que carne vermelha NÃO causa cancro e
gordura não é o diabo. Mas sabes como a nossa sociedade passou a acreditar
plenamente nessas ideias desinformadas?</p>



<p>Como
parte da minha contribuição para o novo livro de David Hauser, <a href="https://www.amazon.es/Unstoppable-Steps-Transform-Your-Life-ebook/dp/B07TGF4RVH/ref=tmm_kin_swatch_0?_encoding=UTF8&amp;qid=1565974521&amp;sr=8-1">Unstoppable:
4 Steps to Transform Your Life</a> (Imparável:
4 Passos para Transformar a sua Vida), compartilhei a linha do tempo da
Nutrição no Ocidente e destruí os mitos da carne vermelha e da gordura.</p>



<p>Quis
compartilhar o excerto com todos vocês para vos ajudar a entender melhor onde
estivemos e porquê, com a esperança de que isso nos arme melhor para um futuro
melhor.</p>



<p>Para
destilar os mitos de que a gordura é má e que a carne vermelha causa cancro, é
vital que eu te forneça uma breve história sobre nutrição no Ocidente, pois
isso ajudar-te-á a entender de onde se originou parte da sabedoria convencional
em torno destes tópicos. O que verás é que muitos dos problemas nutricionais
que enfrentamos hoje estão diretamente relacionados com o que David falava
anteriormente: o aumento meteórico da ingestão de açúcar entre os americanos
coincidindo com a intromissão de interesses especiais e grandes negócios no
fornecimento da nossa alimentação. Estas grandes mudanças, que abordarei daqui
a pouco, tiveram uma influência significativa na maneira como pensamos sobre os
alimentos e como os consumimos.</p>



<p><em>Os profetas do início do século XIX</em>. Graças ao trabalho de pessoas como William Banting, um
famoso agente funerário inglês que encontrou uma solução dietética para a sua
própria obesidade, o consenso geral durante esse período para alguém que estava
acima do peso era reduzir a sua ingestão de açúcar. Era também recomendado
diminuir a ingestão de amidos &#8211; batatas e pão &#8211; e concentrar-se mais em carne,
manteiga, natas e vegetais. As pessoas empregaram tanto a experimentação
pessoal, como Banting, quanto a experimentação em contextos clínicos e
descobriram que a abordagem com poucos hidratos de carbono e sem açúcar
realmente funcionava. Tudo isso era sabedoria convencional e não controversa. Foi
a partir da década de 1950 que as pessoas começaram a afastar-se destas
recomendações, que eram na verdade o caminho certo.</p>



<p><em>O início dos anos 1900 e a ascensão
da industrialização</em>. Durante
muito tempo, não houve recomendações alimentares na Europa ou nos Estados
Unidos. As recomendações alimentares, no entanto, começaram finalmente a surgir
no início dos anos 1900, quando as pessoas começaram a entender que várias
doenças, como o bócio &#8211; o aumento anormal da glândula tiroide &#8211; eram devidas a
problemas de deficiência, como o baixo teor de iodo. Havia várias outras
condições causadas por várias deficiências de vitamina B. E assim, começámos a
aprender sobre vitaminas e potenciais nutrientes. Começámos a fortificar alguns
alimentos. De muitas maneiras, as coisas melhoraram e os problemas foram resolvidos.
Mas foi também durante este período que várias coisas tóxicas aconteceram
simultaneamente, incluindo a política envolver-se com a industrialização dos
nossos alimentos. Havia alguns investigadores na época que estavam a fazer
alguns progressos no estudo de dietas vegetarianas com baixo teor de gordura &#8211;
por razões morais, mais do que qualquer outra coisa &#8211; incentivando as pessoas a
comerem mais óleos de sementes e mais cereais. Mas as suas descobertas, que
eram puras na origem, tornaram-se repentinamente politizadas e economicamente
incentivadas, à medida que o governo começou a distribuir subsídios agrícolas
com foco na produção de produtos com vida útil longa a partir de cereais
refinados.</p>



<p><em>Meados dos anos 1900 e Ancel Keys.</em> Recentemente, escrevi uma peça chamada “Lies, Damn Lies, and Statistics” (Mentiras, malditas mentiras e estatísticas) para acompanhar um dos meus livros. O foco da peça é destacar como tudo descarrilou em meados da década de 1900 no que respeita às recomendações alimentares (a minha colega colaboradora, Dra. Zoë Harcombe, explorará isso mais adiante). Tudo isto começa com o conhecido investigador e bioquímico Ancel Keys. Keys tinha uma personalidade carismática e era uma força dominante no mundo académico. Ele produziu uma investigação convincente sobre como a ingestão de gordura na dieta estava a aumentar as doenças cardiovasculares, mas também omitiu uma quantidade razoável nos detalhes desta pesquisa. O inimigo ideológico de Keys era outro investigador chamado John Yudkin, que estava a produzir uma investigação fascinante dizendo exatamente o oposto do seu rival &#8211; que o açúcar estava a causar doenças cardiovasculares, não a gordura. Keys, no entanto, era um indivíduo belicoso, sem rodeios e intimidador, e conseguiu chamar a atenção de algumas pessoas que estavam no comité governamental encarregado de fazer recomendações alimentares. Keys também foi um dos primeiros investigadores académicos que começaram a usar ataques pessoais aos seus rivais, em vez de ataques baseados em factos. Devido à sua forte personalidade e pesquisa, Keys falou mais alto e, assim, a sua voz foi ouvida. No meio de toda esta confusão, a pesquisa de Yudkin foi muito ignorada. A ascensão de Keys foi uma confluência interessante de alguma ciência desonesta e uma abordagem dietética quase religiosa, junto com algumas pessoas que estavam no lugar certo na hora certa para avançar com uma política de saúde que dizia que uma dieta com baixo teor de gordura (quer dizer com baixo teor de gordura animal) era a solução para o excesso de peso.</p>



<p><em>As décadas de 1960 e 70 &#8211; subsídios agrícolas e junk food</em>. Houve um verdadeiro movimento contra-cultural na década de 1960, em que as pessoas começaram a afastar-se dos alimentos americanos tradicionais, como bifes, gorduras animais e manteiga &#8211; estes eram alimentos que eram pouco respeitados com a ascensão das descobertas de Ancel Keys. Foi também nessa época que, para ser eleito, Richard Nixon, desesperado por garantir o voto conservador, prometeu expandir expressivamente o programa de subsídios agrícolas, um programa que estava a definhar desde a Segunda Guerra Mundial, quando os agricultores receberam incentivos agressivos pelo esforço de guerra. Quando Nixon se tornou presidente, os agricultores começaram a produzir montes de milho e trigo, alimentos ricos em hidratos de carbono, financiados pelo governo. Este aumento na produção, no entanto, resultou em demasiada comida. Em todo o país, havia armazéns de comida a apodrecer. Foi também por esta altura que alguns investigadores no Japão aperfeiçoaram um processo de extração de xarope de milho com alto teor de frutose de grandes quantidades de milho e começaram a usá-lo como um adoçante muito barato &#8211; algo que era muito mais barato que a cana-de-açúcar e cerca de uma vez e meia mais doce que o açúcar comum. Barato e saboroso. Então, uma vez mais, este período foi uma confluência interessante de indivíduos carismáticos na comunidade científica sugerindo ao público que reduza a gordura e coma mais cereais (desde que a comida fosse &#8220;com pouca gordura&#8221;, isso era considerado bom), a produção de mais cereais por causa dos subsídios do governo e a subsidiação de todo um processo que criou açúcar artificial que era barato e poderia ser canalizado para a indústria de junk food.</p>



<p><em>Os anos 80 &#8211; Robert Atkins e Dean Ornish</em>. Robert Atkins, conhecido pela famosa dieta Atkins, aprendeu sobre dieta baixa em hidratos de carbono num manual da Força Aérea dos EUA, escrito para pilotos com demasiado peso para voarem e que precisavam de ajuda para emagrecer. Uma dieta baixa em hidratos de carbono significava remover coisas como batatas, pão e cerveja e comer mais gorduras animais. Para Atkins, funcionava, e ele tornou- -se um megafone deste tipo de dieta. A coisa correu bem; isto é, antes de Dean Ornish entrar em cena perto do final do século XX, ele que apanhou boleia do trabalho de Nathan Pritikin, outro investigador que era um defensor de uma dieta pobre em gordura e rica em fibras. Ornish conduziu alguns estudos integrativos em que realizou imagiologia cardíaca em pessoas que pararam de fumar, meditavam regularmente, exercitavam-se regularmente e faziam uma dieta com pouca gordura. A imagiologia sugeria que eles tinham encontrado uma fórmula para reverter as doenças cardiovasculares. O problema, no entanto, era que o erro nessa imagiologia era maior do que a alegação de melhora no estado de doença cardiovascular. Por outras palavras, se se pegasse numa pessoa e realizasse essa imagiologia cardiovascular dez vezes, haveria pouca variação dentro de cada amostra individual. Isto deveria ter sido abatido imediatamente &#8211; e muitos na comunidade científica levantaram preocupações &#8211; mas, mais uma vez, houve um movimento reforçador e o entendimento de que comer alimentos com baixo teor de gordura era o caminho para derrotar doenças cardíacas. Foram feitas grandes suposições. Os contrapontos foram ignorados. A ingestão de açúcar aumentou sob a bandeira da dieta com pouca gordura. Essa também foi a origem de dietas vegan e à base de plantas, com o apoio de grandes organizações religiosas e até de hospitais com raízes religiosas.</p>



<p><em>Gary
Taubes e os anos 2000</em>. Gary Taubes
causou polémica no início dos anos 2000, quando publicou uma peça chamada
&#8220;The Soft Science of Dietary Fat” (“A Fraca Ciência da Gordura
Dietética&#8221;), onde explorou as alegações feitas sobre doenças
cardiovasculares e ingestão de gordura. Taubes descobriu o que muitos outros descobriram:
que essas alegações sobre dieta com pouca gordura não correspondiam à ciência.
A sua hipótese era que o principal fator de obesidade &#8211; e, por extensão,
doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 &#8211; estava relacionado apenas à
insulina. A insulina é impulsionada principalmente pela ingestão de hidratos de
carbono, então ele tornou-se um defensor da dieta baixa em hidratos de carbono.
Eu penso que, num nível prescritivo, a recomendação de uma dieta pobre em hidratos
de carbono está realmente certa, pois é uma maneira de conseguir que as pessoas
reduzam a sua ingestão calórica total. Taubes fez algumas alegações de que as
calorias não importam se mantiveres os hidratos de carbono dentro de certos
níveis, o que eu não acredito que seja apoiado pela ciência, e brinca
completamente com a cara da nossa biologia evolutiva. Não importa, através do
seu trabalho e descobertas, Taubes ajudou a trazer uma série de verdades de
volta a uma conversa que foi sequestrada por grandes empresas e políticos.</p>



<p><em>Paleo
e cetogénica, as dietas com baixos hidratos de carbono e alto teor de gordura</em>. Portanto, no contexto desta história, vamos hoje tocar
brevemente nas duas principais dietas com baixos hidratos de carbono e alto
teor de gordura que eu acredito serem eficazes, paleo e cetogénica (&#8220;keto&#8221;):</p>



<p><em>Paleo</em>. Investigadores modernos e profissionais médicos que
aprenderam sobre a abordagem paleo fizeram uma pergunta simples: e se as
características do nosso mundo moderno estiverem em desacordo com a nossa
genética antiga? O chamado conceito de dieta paleo nasceu através da observação
de dezenas, senão centenas, de antropólogos e médicos especialistas. Eles
perceberam que os grupos de caçadores-coletores estavam em grande parte livres
de doenças degenerativas modernas. Estas pessoas eram notavelmente saudáveis,
apesar da quase completa falta de intervenções médicas modernas. Por exclusão,
a dieta paleo sugere que em regra se deve minimizar ou evitar cereais, leguminosas
e laticínios. Por quê? Porque esses alimentos são &#8220;evolutivamente
novos&#8221;. Isso significa que eles são relativamente novos para a nossa
espécie e, portanto, podem apresentar problemas para algumas pessoas. Por
inclusão, isso significa que a dieta é composta de carnes magras, peixe e
marisco, frutas, vegetais, raízes, brotos, tubérculos, nozes e sementes.</p>



<p><em>Cetogénica</em>. Para encurtar a história, os investigadores das décadas
de 1920 e 1930 notaram que pacientes com epilepsia grave tinham notavelmente
menos crises quando estavam em jejum. Isto porque, quando jejuavam, esgotavam o
glicogénio hepático (um hidrato de carbono armazenado), mudando o corpo para um
estado de cetose. Nesse estado, os corpos cetónicos (produzidos a partir de
gordura) são usados em vez da glicose para a maioria das necessidades de
energia, mas em particular pelo cérebro. O nosso cérebro pode mudar quase dois
terços do seu metabolismo normal dependente de glicose para um alimentado por
cetonas, que fornecem uma fonte de energia muito mais estável. Embora a dieta
cetogénica tenha nascido da necessidade de ajudar a epilepsia, muitas pessoas
observaram que dietas com poucos hidratos de carbono eram excecionalmente
eficazes para a perda de gordura. Nomes como Banting, Atkins e outros surgiram
ao longo dos anos, oferecendo estratégias eficazes de perda de peso e
controvérsia. Uma dieta pobre em hidratos de carbono e rica em gordura
geralmente contradiz as recomendações de muitas autoridades de saúde e agências
governamentais.</p>



<p>Agora
que tiveste um instantâneo da nossa história alimentar, vou quebrar os mitos de
que a gordura é má e que a carne vermelha causa cancro. Verás que eles estão
diretamente relacionados com o ponto onde o Ocidente descarrilou na sua
história científica no que diz respeito à nutrição.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mito: Gordura faz mal</strong></h2>



<p>O problema com muitas das conclusões sobre a gordura que foram feitas na nossa curta história como seres humanos é que a investigação realizada mostrou correlação entre a ingestão de gordura e doenças cardiovasculares, mas não causalidade. Esse tipo de pesquisa &#8211; que é chamado de &#8220;pesquisa epidemiológica&#8221; &#8211; exige que sejam recolhidas amostras grandes e diversas, destinadas a refletir o todo. Isso foi incrivelmente útil para o estudo do tabaco, porque revelou uma correlação incrivelmente poderosa entre tabaco e cancro. O impacto da ingestão de gordura nas doenças cardiovasculares, no entanto, foi muito mais subtil. As conclusões que foram feitas sobre causalidade foram irresponsáveis e motivadas por sérios incentivos financeiros.</p>



<p>Aqui está um exemplo da nuance e complexidade por trás da pesquisa epidemiológica reunida sobre a ingestão de gordura: na nossa história, as pessoas tendiam a comer mais gordura &#8211; e mais gordura animal &#8211; à medida que se tornavam mais abastadas. Mas, à medida que se tornavam mais ricas, também se exercitavam menos e também tendiam a beber mais álcool porque podiam pagar&#8230; e também costumavam fumar mais porque podiam pagar &#8230; e tendiam a comer mais açúcar porque podiam pagar. Era verdade que essas pessoas estavam em maior risco de doença cardiovascular; mas isso foi devido à variedade de alimentos e substâncias que podiam consumir por causa da sua riqueza, não necessariamente por causa da sua ingestão de gordura. No entanto, essa foi a única coisa ressaltada nos estudos de investigadores que queriam demonstrar causalidade. Esta propaganda do &#8220;sem gordura&#8221; também foi impulsionada por uma agenda quase religiosa, vegetariana e vegan por parte de pessoas como Ancel Keys, e depois apoiada por mudanças na orientação governamental e pela subsidiação americana do fornecimento de comida, criando uma história multifatorial de como surgiu esta “sabedoria convencional” de diminuir a ingestão de gordura.</p>



<p>Reduzir
a gordura e a gordura saturada resultou no aumento no consumo de hidratos de
carbono, açúcar e óleos vegetais. É geralmente verdade que as pessoas
aumentaram o consumo de gordura ao longo do tempo, mas o que está a faltar
nesta narrativa &#8211; e o que há de novo na nossa história como seres humanos &#8211; é
que a gordura também faz parte dos alimentos processados ricos em hidratos de
carbono: coisas como pastelaria, snacks e basicamente tudo o que é processado e
que enche os corredores dos supermercados. É muito mais complexo do que as
pessoas apenas a adicionar manteiga a um bife ou brócolos. Estes hidratos de
carbono refinados estão nas coisas &#8220;com pouca gordura&#8221; que comemos.
As Diretrizes Dietéticas dos EUA &#8211; conduzidas pelos programas de subsídios
agrícolas, academia, dietética e associações médicas &#8211; historicamente
incorporaram a noção de que dietas com pouca gordura são as formas mais saudáveis
e benéficas de comer. É um problema multifatorial.</p>



<p>Por exemplo, lembras-te do SnackWell? Era um &#8220;alimento zero gordura&#8221;, mas era feito de farinha, xarope de milho com alto teor de frutose, açúcar comum e um pouco de cacau. Era a coisa mais distante da saúde, mas tinha o apoio de uma importante associação de saúde porque não tinha gordura. Bem, as pessoas ouviram o que os &#8220;especialistas&#8221; concluíram sobre esses alimentos e consumiam produtos como este porque eram endossados pelo governo como saudáveis. Por outras palavras, as pessoas ouviram as recomendações e os produtores de alimentos garantiram a disponibilidade de toneladas com base nessas recomendações.</p>



<p>Tudo isto resultou num aumento da obesidade, doenças crónicas e uma maior taxa de mortalidade entre pessoas relativamente jovens. Alguns podem argumentar que isso é impulsionado principalmente pela nossa ingestão de hidratos de carbono e níveis de insulina cronicamente elevados, que levam à insensibilidade à insulina, mas a melhor ciência que temos neste momento, na minha opinião, é que as pessoas estão a comer em excesso. E os motivadores para comer demais são esses alimentos complexos, hiper-palatáveis e altamente processados, com alto teor de açúcar e hidratos de carbono. Por exemplo, no meu segundo livro, Wired To Eat (“Programado para comer”), falo sobre um princípio prevalecente na indústria de alimentos processados que chamo de &#8220;Doritos Roulette&#8221; (“roleta Doritos”), a ideia de que em cada pacote Doritos há chips com um sabor um pouco diferente. Poderás até ver uma frase no pacote que diz algo como: “Cuidado: alguns chips são extremamente picantes.” Portanto, alguns chips são picantes, alguns são leves e outros são médios. Isso é intencional por parte do fabricante, explorando dentro de ti o que foi chamado de &#8220;Efeito Buffet&#8221; ou &#8220;Efeito Sobremesa&#8221; &#8211; a ideia de que se as pessoas tiverem mais variedade no consumo de alimentos, as pessoas inevitavelmente comerão mais. Provavelmente já foste a um jantar, onde te sentiste completamente cheio, mas ainda assim, de alguma forma, abriste espaço para a sobremesa. Da mesma forma, devido à variedade, a Doritos Roulette torna o seu produto incrivelmente viciante, o que leva a excessos. Nunca na história da civilização tivemos tanta variedade tão prontamente disponível em cada refeição ou lanche.</p>



<p>A par com a refinação de hidratos de carbono, principalmente o milho, ficámos com o amido de milho, que foi então usado para produzir xarope de milho com alto teor de frutose e óleo de milho. Enquanto, antes, a manteiga ou o óleo de coco poderiam ter sido usados em algo como pipocas, foram substituídos por óleos vegetais altamente polinsaturados (óleo de canola, óleo de milho, óleo de cártamo) porque as gorduras saturadas e as gorduras animais eram consideradas prejudiciais. No entanto, como estes tipos de óleos vegetais ficam rançosos com facilidade, foi desenvolvido um processo chamado hidrogenação, que pode transformar essas gorduras polinsaturadas em gorduras saturadas hidrogenadas e gorduras saturadas parcialmente hidrogenadas. Os tipos de gorduras que foram criadas por esse processo foram chamados de &#8220;gorduras trans&#8221;.</p>



<p>A biologia não produz gorduras trans para além de algumas circunstâncias muito raras, como o ácido linoléico conjugado em laticínios de bovinos, que na verdade é uma gordura altamente benéfica, uma gordura que obtemos tanto da carne como dos laticínios de animais alimentados a pasto. Mas estes são os únicos tipos de gorduras trans que os corpos humanos tinham experimentado; e, de repente, as pessoas passaram de comer nenhuma &#8211; ou pouca &#8211; gordura trans na sua dieta, para comerem grandes porções de gordura trans. Para piorar as coisas, essas gorduras polinsaturadas tendem a estar cheias de gorduras ômega-6 de cadeia curta; historicamente, os humanos também não comem grandes quantidades destas. A nossa biologia não nos preparou para a direção da indústria dos alimentos. Portanto, quer sejam hidrogenadas ou não, os seres humanos estão subitamente a ingerir uma quantidade maior desses tipos de gorduras, que agora percebemos serem muito pró-inflamatórias e causam muitos problemas metabólicos. No entanto, eram incrivelmente baratas, fantásticas em pastelaria, ajudavam a estabilizar o prazo de validade, tinham um sabor muito bom e tinham um sabor muito benigno e suave, que não era forte como algo como o óleo de coco pode ser. Foram muito benéficas no cenário da fabricação de alimentos, mas acabaram por ser um desastre do ponto de vista da saúde. Mais uma vez, era o dinheiro que estava a dirigir o espetáculo e a dar ordens.</p>



<p>A ciência tem mostrado o tempo todo &#8211;
com mais foco ultimamente &#8211; que as gorduras naturais sólidas à temperatura
ambiente e que não requerem processamento são realmente boas para o corpo e
podem até ser protetoras para o corpo. Mas ao longo deste tempo todo, as
recomendações alimentares da América foram descarriladas.</p>



<p>Em 1961, os americanos viram Ancel Keys na capa da Time, que basicamente comunicava que a gordura fazia mal, era perigosa e até letal. Em 1984, era uma capa de um prato de pequeno-almoço com dois ovos como olhos e uma faixa de bacon como um sorriso, que alertava os leitores sobre o colesterol e sua relação com o consumo de gordura. E então, em 2014, era uma capa com uma manchete amarela que dizia &#8220;Eat Butter&#8221; (“Come Manteiga”), com uma sub-manchete a dizer: &#8220;Os cientistas rotularam de inimiga a gordura. Por que eles estavam errados”. Se olhares com atenção os estudos usados para mostrar que a gordura faz mal, o que verás é que muitos deles mostram uma correlação mais forte entre doenças cardíacas e ingestão de açúcar do que gordura. E a verdade é que ainda não temos as respostas, mas é evidente que a sabedoria convencional está longe de ser 100% correta, como revelam as capas da Time.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mito: Carne vermelha causa cancro</strong></h2>



<p>O mito de que a carne vermelha causa cancro também pode ser rastreado até um mau estudo epidemiológico. O estudo teve como base dados de questionários em que às pessoas foram perguntadas uma variedade de questões sobre a sua dieta, como &#8220;O que comeu ontem?&#8221; Ou &#8220;O que comeu na semana passada?&#8221; Ou &#8220;O que comeu mais do que qualquer outra coisa no ano passado? ”Todos os dados dependiam do autorrelato das pessoas e da resposta a todos os tipos de perguntas vagas, em que as suas respostas provavelmente foram afetadas pelo que elas achavam que o investigador queria que respondessem. Estudos baseados em registos de alimentação autorreferidos nem devem ser considerados legítimos. E, mais uma vez, a causalidade foi discutida, mesmo que a própria correlação tivesse sido uma reivindicação irresponsável.</p>



<p>As alegações feitas para apoiar este
mito são interessantes, para dizer o mínimo. Uma deles foi baseada em pesquisas
feitas na China que argumentavam que, à medida que os chineses ficavam mais
ricos, comiam mais carne vermelha, e é por isso que houve um aumento no cancro.
Mais uma vez, poderia haver uma correlação, mas a causalidade é uma conclusão
tola. Como discuti anteriormente, à medida que as pessoas se industrializam,
elas ficam mais ricas, não se exercitam tanto, não saem muito, têm
flexibilidade financeira para consumir álcool, tabaco ou drogas e tendem a
comer não apenas mais carne, mas também mais açúcar e mais alimentos refinados.
Como podes ver, existem muitos fatores diferentes.</p>



<p>Outra alegação que foi feita através
de um estudo recente é a relação entre carne vermelha e cancro de cólon. No
entanto, existe uma diferença real entre risco relativo e risco absoluto. Para
dar um enquadramento aqui, nos Estados Unidos, todos, em teoria, têm um risco
de 5% de desenvolver cancro colo-retal durante a vida. A alegação no cenário
anti-carne é que comer carne vermelha ou carnes processadas aumenta a sua
probabilidade de cancro colo-retal em 20 a 25%. Mas ao dizer isso, o que eles
fazem, com o objetivo de fazer manchetes e retratar as coisas como mais
assustadoras do que realmente são, é ignorar o risco absoluto.</p>



<p>Bem, adivinha?</p>



<p>A
diferença entre 5% e 6% é de cerca de 20% &#8211; essa é a distorção que pode ocorrer
quando alternas entre números absolutos e relativos. Ou seja, é fácil fazer um
número parecer muito grande, citando o aumento ou diminuição percentual. Neste
caso, passar de 5% para 6% provavelmente envolveria consumir grandes
quantidades todos os dias pelo resto da vida, o que praticamente ninguém faz.
Muitos destes estudos têm motivos claros por trás dos defensores das dietas
vegan e baseadas em plantas, que se tornaram socialmente ligados à moralidade,
e muito dinheiro por trás destas campanhas para influenciar a cultura popular.</p>



<p>Também foi feita uma alegação
relacionada de que comer animais não é apenas mau para as pessoas, mas também é
mau para o meio ambiente. Abordar esta afirmação pode ser uma tarefa assustadora,
pois muitos que contestam esta noção &#8211; que, a propósito, está diretamente
relacionada ao aquecimento global &#8211; são imediatamente vistos como malucos de
direita que ignoram a ciência. Espero que possas dizer agora que estou
realmente a tentar responsabilizar a ciência e apontar as falhas legítimas numa
série de alegações que têm sido feitas. Portanto, para nos aprofundarmos, há
uma alegação de que a produção de produtos de origem animal é um grande vetor
para os diferentes tipos de gases de efeito estufa, dióxido de carbono e
metano. Há alguma verdade nisso. Mas isso ocorre principalmente no contexto do
processo de confinamento industrializado. Quando colocam vacas no sistema de
confinamento, o que estão a fazer é alimentá-lo com cereais &#8211; e esses cereais
foram cultivados usando combustíveis fósseis.</p>



<p>Como isto funciona é que os
agricultores cultivam milho, trigo, cevada ou o que quer que seja; cresce; é
processado; é enviado para todo o país ou para o mundo; e as sobras vão para estes
confinamentos. Mas quando olhas para o outro lado e consideras uma prática gerida
holisticamente de criar ruminantes no pasto, tens um laço muito apertado: o sol
brilha no pasto, o pasto retém o dióxido de carbono e outros nutrientes, esses
nutrientes crescem e então os ruminantes &#8211; animais com dois estômagos e um
processo biológico feito para decompor a vegetação que os humanos não conseguem
consumir &#8211; comem o pasto e também crescem. E então, eventualmente, eles são
comidos por humanos ou predadores &#8211; ou o animal simplesmente morre.</p>



<p>Quando analisas a entrada total de
energia e a pegada de carbono da carne de pasto e da carne gerida de forma holística
nos produtos de origem animal, ela é completamente diferente daquela usada na
pecuária convencional. Parte do que acontece quando as plantas absorvem a luz
do sol e usam dióxido de carbono e água para produzir açúcar e amido é que o
açúcar e o amido ficam no subsolo e alimentam bactérias e fungos. Isto é solo.
Parte do que o fungo faz é minerar minerais que compartilha com as bactérias,
que depois compartilham com as plantas. E assim, nessas áreas onde há
pastagens, como nas estepes da Sibéria, que são muito semelhantes às pastagens
da América do Norte, as raízes dessas plantas às vezes podem aventurar-se
centenas de metros no chão. As planícies americanas costumavam ter centenas de
metros de solo de cobertura, e agora tem cerca de 12 a 15 pés de solo
superficial por causa das práticas agrícolas convencionais, que são baseadas em
culturas em linha, que é a peça central da dieta vegan &#8211; composta de cereais e
leguminosas. O modo como os cereais e as leguminosas são cultivados é
insustentável na forma de colheita em linha. Portanto, a ironia é que a
recomendação de um vegan aceleraria a mudança climática e a perda de solo
superficial. As Nações Unidas publicaram um relatório sugerindo que o mundo em
geral tem sessenta anos de solo superficial. E, uma vez o solo superficial perdido,
a nossa capacidade de nos alimentarmos seria efetivamente perdida.</p>



<p>Mas, se as pessoas entendessem a forma como esta gestão holística poderia ocorrer, poderíamos estar a produzir enormes quantidades de alimentos e a sequestrar carbono, potencialmente retornando os níveis de carbono aos níveis atmosféricos pré-industrializados nesse ciclo virtuoso de produção de alimentos e restauração do solo. Mas é uma história realmente complexa e é praticamente um suicídio político sugerir que possas usar a criação de animais eficaz para lidar com as mudanças climáticas. De qualquer forma, tudo isto está relacionado ao mito de que a carne vermelha causa cancro e que comer animais é mau para os seres humanos e para o meio ambiente.</p>



<p>.</p>



<p>Queres saber mais sobre o que comer e o que evitar para uma vida longa com saúde? Vê <a href="https://sandraoliveira.net/o-que-comer-e-o-que-evitar-para-uma-vida-longa-com-saude/">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>SONO &#8211; Pilar de saúde</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/sono-pilar-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2019 13:23:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Hábitos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Higiene do sono]]></category>
		<category><![CDATA[Sono]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sandraoliveira.net/?p=407</guid>

					<description><![CDATA[<p>O sono é uma das funções metabólicas humanas mais importantes. É um dos 4 pilares onde assenta a saúde e estilo de vida saudável. Não podemos simplesmente ter boa saúde sem dormir bem. Infelizmente, a má qualidade do sono é uma das maiores fontes de stresse da nossa sociedade. Deixo-te aqui algumas dicas para te ajudar com a tua higiene do sono.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O
sono é uma das funções metabólicas humanas mais importantes. É um dos 4 pilares
onde assenta a saúde e estilo de vida saudável
(sendo os outros: a alimentação, o exercício e as emoções). Não podemos
simplesmente ter boa saúde sem dormir bem. Infelizmente, a
má qualidade do sono é uma das maiores fontes de stresse da nossa sociedade. Não
se deve brincar com o sono. Não é uma coisa para se dizer “Quem me dera…” ou
“Quando morrer terei tempo para dormir”. (emoji).</p>



<p>A
maioria das pesquisas sobre o sono sugere que os humanos precisam de 8 horas
por noite para concluir todos os processos fisiológicos que ocorrem durante o
sono. Por isso se és daquelas pessoas que acha que “Ah, eu só preciso de 6
horinhas…”, pensa nisto! Claro que há sempre pessoas que estão nos extremos, ou
seja, que precisam de muito mais ou menos sono, mas isso não é o normal. São
valores extremos e a probabilidade é que tu não sejas uma dessas pessoas
(desculpa).</p>



<p>E se estás a tentar emagrecer, lamento dizer que os
maus hábitos de sono podem inibir o metabolismo da gordura e a recuperação do
exercício, ou seja, má qualidade do sono é sinónimo de emagrecimento lento!</p>



<p>O nascer e o pôr-do-sol governam o nosso ritmo
circadiano e logo após escurecer, os nossos genes desencadeiam a libertação de
melatonina na corrente sanguínea, provocando a sonolência familiar que permite
a transição para a hora de dormir. Sabendo isto, deixo-te aqui algumas dicas
para te ajudar com a tua higiene do sono:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Vai para a cama o mais cedo possível (podes definir um alarme – mas não o ignores!);</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Minimiza a luz artificial (vai escurecendo a tua casa) e o estímulo digital (TV, telemóvel, computador) após escurecer (se tiveres mesmo que usar um destes aparelhos, podes recorrer a óculos que bloqueiam a luz azul – à venda na amazon “blue blockers – usar a configuração “night shift” do teu telemóvel – se tiver -, instalar a aplicação f.lux no teu computador);</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Dorme num quarto fresco, escuro (escuro mesmo escuro, sem luz do despertador – podes tapá-lo com um pano escuro ou toalha) e silencioso;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Investe em lençóis confortáveis e, também, numa almofada ergonómica;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Aproveita um dia do fim-de-semana para dormires até mais tarde, acordares sem um alarme e ficares na cama por um período razoável. </li></ul>



<p>Tenta dormir por 8 h por noite de sono de qualidade durante uns dias e depois faz uma avaliação sincera sobre como te sentes.</p>



<p>Podes ler mais sobre a importância de um sono de qualidade <a href="https://sandraoliveira.net/os-tres-ss-que-tens-que-acertar/">neste artigo</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>5 Erros a evitar se queres ter um estilo de vida mais saudável</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/erros-a-evitar-num-estilo-de-vida-saudavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Oct 2019 12:30:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Erros]]></category>
		<category><![CDATA[Estilo de vida saudável]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sandraoliveira.net/?p=402</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aqui estão 5 erros que deves evitar quando tentas adotar um estilo de vida mais saudável. Criar mudanças no estilo de vida não deve ser difícil se estiveres bem informada, preparada e apoiada. Podes evitar estes erros ou passar por eles – a escolha é tua. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/erros-a-evitar-num-estilo-de-vida-saudavel/">5 Erros a evitar se queres ter um estilo de vida mais saudável</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O fim das férias já lá foi, o reboliço do começo
do novo ano letivo já passou, a estação mudou e sentes que a vida está a entrar
em velocidade cruzeiro… Talvez comeces agora a pensar que é altura de perder
aqueles quilinhos que ganhaste no verão ou que o ano está quase a acabar e que
ainda não te inscreveste no ginásio, como tinhas prometido que ias fazer no
início do ano…</p>



<p>Hoje quero partilhar cinco erros que deves evitar quando tentas adotar um estilo de vida mais saudável. Quero poupar-te tempo, estados de nervos e esforço. Eu acho que criar mudanças no estilo de vida não deve ser difícil se estiveres bem informada, preparada e apoiada.</p>



<p>Aqui estão algumas ações a serem evitadas se quiseres
ficar mais saudável com facilidade, eficiência e alegria:</p>



<h2 class="wp-block-heading">1. Fazer tudo de uma vez</h2>



<p>É extremamente avassalador e muitas vezes desanimador.
Criar refeições saudáveis, movimentares-te o suficiente, beber água, tomar
suplementos, stressar menos E manteres-te positiva ao mesmo tempo, acreditando
em ti mesma, PODE ser difícil. Então, vai devagar. Escolhe um aspeto a melhorar
de cada vez. Quando esses aspeto já estiver dominado, quando já se tiver
transformado num hábito saudável, passas a outro. E por aí vai&#8230;</p>



<h2 class="wp-block-heading">2. Contar calorias e ficar obcecada com macros</h2>



<p>Durante muito tempo (e ainda permanece atualmente),
acreditava-se que as calorias consumidas deveriam ser iguais (ou inferiores) às
calorias gastas (o tal do balanço calórico). Embora não esteja totalmente
errado, existem mais alguns fatores envolvidos. Contar calorias e macros pode
ser útil em alguns casos, mas para a maioria das pessoas existe uma abordagem
muito melhor, mais fácil e sustentável. Eu adoro a abordagem low-carb. O termo
low carb refere-se ao baixo consumo de hidratos de carbono. É associado a
dietas que usam menores quantidades de hidratos de carbono do que o
“recomendado” pelas diretrizes. Este tipo
de alimentação, baixa em hidratos de carbono e rica em gorduras (saudáveis), é
muito saciante (devido à gordura), o que acaba por diminuir
naturalmente o apetite. Sem esforço!</p>



<h2 class="wp-block-heading">3. Praticar exercício de forma crónica e fazer
muito cardio</h2>



<p>A componente do exercício na perda de peso /
controlo de peso é sobrestimada e incompreendida. Os maiores benefícios do
exercício relacionam-se apenas ao movimento dos músculos e articulações e à
otimização das hormonas adaptativas, não à queima de calorias. O movimento
geral diário de baixa intensidade promove a saúde ideal, a função imune, o
metabolismo da gordura e a função cerebral. Em contraste, um padrão de
exercício crónico em busca de objetivos extremos ou focalizados de fitness pode
desencadear cravings aumentados por hidratos de carbono de energia rápida,
inibir o metabolismo da gordura, comprometer a função imune, esgotar os
mecanismos de gestão do stress do corpo e quebrar o tecido muscular magro. Como
componente da resposta de luta ou fuga (fight or flight), o exercício crónico
pode estimular mudanças hormonais no corpo que realmente promovem o
armazenamento de gordura &#8211; a tentativa do corpo de se recuperar do stress do
exercício e acumular energia para sobreviver a futuras sessões de exercícios stressantes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">4. Não ouvir o corpo</h2>



<p>É mais fácil ouvir os outros &#8211; e é bom estar
informada -, mas o teu corpo já tem a sabedoria e o conhecimento para te guiar em
direção à tua versão mais saudável. Precisamos aprender a ouvir!</p>



<h2 class="wp-block-heading">5. Ignorar o poder da mentalidade</h2>



<p>Nada de bom vem até nós se os nossos pensamentos não tiverem a melhor qualidade. Criamos a nossa realidade moldando os nossos pensamentos, sentimentos e ações. Quando te tratas corretamente: com amor, autoconsciência e orientação, promoves mudanças realmente positivas. E tudo começa na tua mente.</p>



<p>Quando optas por adoptar um estilo de vida saudável, podes evitar estes erros ou passar por eles – a escolha é tua. Estou aqui para te apoiar no que precisares!</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/erros-a-evitar-num-estilo-de-vida-saudavel/">5 Erros a evitar se queres ter um estilo de vida mais saudável</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A doença de Alzheimer e a ligação ao açúcar</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/a-doenca-de-alzheimer-e-a-ligacao-ao-acucar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2019 11:40:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição e alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sandraoliveira.net/?p=342</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mais de 80% das pessoas com doença de Alzheimer ou têm diabetes tipo 2 ou níveis anormais de açúcar no sangue. Tão perto está a ligação entre as duas condições que os cientistas optaram por se referirem ao Alzheimer como “diabetes tipo 3”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/a-doenca-de-alzheimer-e-a-ligacao-ao-acucar/">A doença de Alzheimer e a ligação ao açúcar</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Artigo traduzido por Sandra Oliveira. O
original está <a href="https://medium.com/feed-your-brain/is-alzheimers-disease-type-3-diabetes-how-sugar-affects-the-brain-18f227d7389b">aqui</a>.</p>



<p>Chamam-lhe diabetes tipo 3 &#8211; por um bom
motivo.</p>



<p>Mais de 80% das pessoas com doença de
Alzheimer ou têm diabetes tipo 2 ou níveis anormais de açúcar no sangue. Tão
perto está a ligação entre as duas condições que os cientistas optaram por se referirem
ao Alzheimer como “diabetes tipo 3”.</p>



<p>As evidências que ligam o Alzheimer à diabetes
são convincentes e centram-se na insulina. A insulina é uma hormona secretada e
libertada pelo pâncreas quando os alimentos são ingeridos, principalmente
hidratos de carbono.</p>



<p>Os hidratos de carbono são decompostos no
intestino em unidades de glicose antes de entrar no sangue. É assim que o
açúcar no sangue sobe.</p>



<p>Os níveis de açúcar no sangue devem ser
rigorosamente regulados. Demasiado, ou muito pouco, são ambas situações
potencialmente perigosas. Quanto mais glicose no sangue, mais o pâncreas produz
insulina para baixar a glicose.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resistência à insulina: quando o açúcar no sangue dá para o torto</strong></h2>



<p>E é aí que tudo pode começar a correr mal.</p>



<p>O corpo humano não foi projetado para lidar com
um dilúvio regular de açúcar. Ele só consegue lidar com um tanto disso antes de
desenvolver sinais de não conseguir lidar com essa carga toda.</p>



<p>A resistência à insulina é um desses sinais. É
descrita como uma condição “pré-diabética” que surge quando o metabolismo da
insulina corre mal. Basicamente, isso significa que a insulina começou a perder
o seu efeito, e a glicose permanece no sangue em vez de ser processada
normalmente.</p>



<p>O corpo, sentindo que ainda há muito açúcar no
sangue, bombeia ainda mais insulina num esforço para lidar com isso, mas com
pouco ou nenhum efeito. Se isso persistir por tempo suficiente, a resistência à
insulina leva à diabetes.</p>



<p>A razão para o desenvolvimento de resistência
à insulina é bastante simples. Uma dieta implacável de comidas e bebidas
açucaradas, hidratos de carbono refinados (pão, arroz, batatas fritas, bolos, bolachas,
doces e assim por diante) acaba por cobrar o seu preço.</p>



<p>Esta forma extrema de dieta não é natural, mas
de alguma forma é agora considerada normal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Da diabetes tipo 2 à diabetes tipo 3</strong></h2>



<p>Como é que isto se relaciona com a doença de
Alzheimer? Altos níveis de insulina podem interferir nos neurónios e afetar a
função cognitiva, incluindo a memória e a concentração. Maior exposição à
glicose também significa maior suscetibilidade a um processo conhecido como
glicação.</p>



<p>&#8220;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0925443908002093">O
diabetes mellitus tipo 2 (diabetes tipo 2) tem sido demonstrado estar associado
à demência</a>&#8220;</p>



<p>A glicação é a ligação entre diabetes e
Alzheimer. É um processo pelo qual certas proteínas são danificadas quando
expostas a altos níveis de glicose. Este processo de glicação cria proteínas
conhecidas como produtos finais de glicação avançada (AGEs).</p>



<p>Estes AGEs podem impedir que os neurónios
funcionem corretamente. Pesquisas descobriram que os cérebros de pessoas com
doença de Alzheimer têm altos níveis destes AGEs, em comparação com pessoas sem
a doença. Os AGEs contribuem para a formação de placas amilóides &#8211; uma
característica dos cérebros de pessoas com Alzheimer.</p>



<p>Em suma, uma dieta interminável de alimentos
açucarados e hidratos de carbono refinados dá origem à resistência à insulina,
que pode, em última análise, dar origem à diabetes tipo 2 e, mais tarde, à
doença de Alzheimer.</p>



<p>Sabe-se disso desde a década de 1990, quando a
literatura começou a emergir, mas só agora começam a “pingar” estas informações.
O termo &#8220;diabetes tipo 3&#8221; foi cunhado pela primeira vez por investigadores
que publicaram no <em>Journal of Alzheimer&#8217;s
Disease</em> em 2005. Uma massa crítica foi alcançada quando a revista <em>New Scientist</em> apresentou o tópico na
capa da edição de 1 de setembro de 2012.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A dieta cetogénica, Alzheimer e
diabetes tipo 3</strong></h2>



<p>A ligação entre o açúcar no sangue e a
demência pode soar alarmante, mas oferece enorme esperança. Isto porque a
diabetes tipo 2 é uma doença do estilo de vida e, portanto, muito evitável.</p>



<p>Com mudanças dietéticas adequadas, pode
reduzir as suas hipóteses de desenvolver diabetes tipo 2 e, simultaneamente,
reduzir as suas hipóteses de desenvolver diabetes tipo 3.</p>



<p>Pode ter ouvido falar da dieta cetogénica. Foi
originalmente (e ainda é) usada para tratar pessoas com epilepsia. De facto, é
considerada uma “<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3321471/">terapia comprovada
para epilepsia resistente a medicamentos</a>”. Aqui está a pista &#8211; a
epilepsia é uma desordem cerebral.</p>



<p>A dieta funciona extremamente bem.
Basicamente, é uma dieta rica em gorduras e muito baixa em hidratos de carbono.
Pela sua natureza, restringe muito a quantidade de insulina e, portanto, a
glicose no sangue. Sem hidratos de carbono para queimar como combustível, o
corpo muda para a produção, a partir de gordura, de algo chamado corpos
cetónicos.</p>



<p>“<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3321471/">O exemplo mais
notável de um tratamento dietético com eficácia comprovada contra uma condição
neurológica é a dieta cetogénica, com alto teor de gordura e baixo teor de
hidratos de carbono (KD)</a>.”</p>



<p>Não se trata apenas de epilepsia. A dieta
cetogénica &#8211; ou baixa em hidratos de carbono &#8211; também foi considerada
terapêutica no tratamento de pessoas com défice cognitivo ligeiro (DCL). O DCL
é um estágio pré-Alzheimer.</p>



<p>Os cientistas deram a 23 pessoas idosas ou uma
dieta rica em hidratos de carbono ou baixa em hidratos de carbono por seis
semanas. No final do estudo, aqueles com a dieta pobre em hidratos de carbono
experimentaram melhora no desempenho da memória verbal, juntamente com reduções
no peso e na circunferência da cintura.</p>



<p>&#8220;<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3116949/">Estes resultados
indicam que o consumo muito baixo de hidratos de carbono, mesmo a curto prazo,
pode melhorar a função da memória em adultos mais velhos com risco aumentado
para a doença de Alzheimer</a>&#8220;.</p>



<p>Como funciona a dieta cetogénica? Há duas
explicações possíveis para estes resultados encorajadores. Primeiro, o alto
nível de gordura na dieta repara os danos às células cerebrais. As cetonas
produzidas a partir da gordura fornecem um combustível alternativo ao cérebro, em
vez da glicose.</p>



<p>A segunda possibilidade é que a ausência de
açúcar e de hidratos de carbono refinados na dieta inicie o processo de cura e previna
mais danos.</p>



<p>Aqui está a outra coisa fantástica sobre a
dieta cetogénica. As cetonas são produzidas no fígado, seja pela gordura que
come ou pela gordura armazenada. Então, quando muda para uma dieta muito baixa
em hidratos de carbono, o seu corpo começa a queimar as suas reservas de
gordura e, consequentemente, perde peso.</p>



<p>Uma dieta cetogénica não reduz apenas a
secreção de insulina e o seu risco de desenvolver Alzheimer, mas também promove
a perda de peso. Isto é um excelente negócio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mantenha as coisas simples</strong></h2>



<p>Se é saudável, mas quer apenas reduzir o risco
de desenvolver diabetes e Alzheimer mais tarde, não precisa seguir a dieta
cetogénica com rigor. Basta cortar todos os hidratos de carbono desnecessários
e não saudáveis, especialmente qualquer coisa com adição de açúcar, incluindo
refrigerantes. Mesmo a variedade sem açúcar, adoçada com adoçantes artificiais,
faz estragos no seu açúcar no sangue.</p>



<p>Ninguém precisa de açúcar. Ninguém precisa de
biscoitos, bolos, doces, batatas fritas e refrigerantes. O seu corpo só precisa
de comida verdadeira e saudável. Você precisa de muita proteína &#8211; carne, peixe,
ovos, queijo &#8211; e muitos vegetais para acompanhar essa proteína.</p>



<p>As necessidades dietéticas humanas são
surpreendentemente simples.</p>



<p>Outra coisa que pode fazer é evitar lanches
entre as refeições. Além de ser supérfluos para as necessidades alimentares,
lanchar significa que a produção de insulina é constantemente estimulada. Ao abster-se
de petiscar você dá um descanso ao seu pâncreas, e ao seu corpo a possibilidade
de começar a queimar gordura como combustível.</p>



<p>O Alzheimer é uma doença complexa e existem
muitas causas possíveis. Mas, com os casos de diabetes tipo 2 e Alzheimer a aumentar
simultaneamente, e num ritmo alarmante, fazer mudanças na dieta que controlam a
glicose e a secreção de insulina tem que ser óbvio para qualquer pessoa que
queira manter uma boa saúde quando for idoso.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/a-doenca-de-alzheimer-e-a-ligacao-ao-acucar/">A doença de Alzheimer e a ligação ao açúcar</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A carne vermelha provoca cancro do cólon?</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/a-carne-vermelha-provoca-cancro-do-colon/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2019 09:22:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nutrição e alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cancro]]></category>
		<category><![CDATA[Carne]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sandraoliveira.net/?p=338</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há um novo estudo sobre "a carne vermelha vai-te matar". Desta vez, é cancro colo-retal. É a velha história que vemos com a maioria destes estudos observacionais.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/a-carne-vermelha-provoca-cancro-do-colon/">A carne vermelha provoca cancro do cólon?</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Artigo traduzido por Sandra Oliveira. O
original está <a href="https://www.marksdailyapple.com/red-meat-colon-cancer/?utm_campaign=5.1.19%20Weekly%20Newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=Klaviyo&amp;_ke=eyJrbF9lbWFpbCI6ICJzYW5kcmFvbGl2ZWlyYTZAc2Fwby5wdCIsICJrbF9jb21wYW55X2lkIjogIlFhekhXeiJ9">aqui</a>.</p>



<p>Já ouviste? Há um novo estudo sobre &#8220;a
carne vermelha vai-te matar&#8221;. Desta vez, é cancro colo-retal.</p>



<p>Aqui está o <a href="https://www.cancerresearchuk.org/about-us/cancer-news/press-release/2019-04-17-even-moderate-red-and-processed-meat-eaters-at-risk-of-bowel-cancer?utm_campaign=4.21.19%20Sunday%20With%20Sisson&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=Klaviyo&amp;_ke=eyJrbF9lbWFpbCI6ICJlcmlrLmNpc2xlckBnbWFpbC5jb20iLCAia2xfY29tcGFueV9pZCI6ICJRYXpIV3oifQ%3D%3D">comunicado
de imprensa</a>.</p>



<p>Aqui está o <a href="https://academic.oup.com/ije/advance-article/doi/10.1093/ije/dyz064/5470096?searchresult=1">estudo
completo</a>.</p>



<p>Eu já cobri isto há alguns domingos atrás em “Sunday with Sisson”. Se não se inscreveu, eu <a href="https://www.marksdailyapple.com/subscribe/">recomendo</a>. SWS é onde me aprofundo nos meus hábitos, práticas e observações, relacionados e não relacionados com a saúde &#8211; coisas que não encontra no blog. De qualquer forma, pensei em expandir a minha resposta a este estudo aqui hoje.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como o estudo foi conduzido</strong></h2>



<p>É a história básica que vemos com a maioria
destes estudos observacionais. Cerca de 175.000 pessoas foram solicitadas a
lembrarem-se o que comiam regularmente &#8211; um questionário de frequência
alimentar. Este é o <a href="https://scienceofhumanpotential.files.wordpress.com/2019/04/diet_questionnaire.pdf">questionário
exato</a>, na verdade. A equipa de investigação pegou nas respostas,
mediu algumas características básicas de todos os indivíduos &#8211; nível socioeconómico,
níveis de exercício, se eles fumavam, nível de escolaridade, ocupação, história
familiar de cancro colo-retal e algumas outras &#8211; e fez o seguimento dos
participantes uma média de 5,7 anos depois para ver quantos tinham desenvolvido
cancro colo-retal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que o estudo &#8220;mostrou&#8221;</strong></h2>



<p>Aqueles que consumiam quantidades moderadas de
carne vermelha tinham uma possibilidade 20% maior de contrair cancro.</p>



<p><strong>E no
final, o aumento do risco foi um risco relativo</strong>. Não
foi um aumento absoluto de 20% no risco. Foi um aumento relativo no risco. Os
sujeitos começaram com um risco de 0,5% de contrair cancro do intestino. Naqueles
que comeram mais carne processada e carne vermelha, esse risco aumentou 20% &#8211;
para 0,6%!</p>



<p><strong>De 0,5
para 0,6%.</strong> Claro, isto é um aumento, mas é algo para
reformular toda a sua dieta? Para desistir das melhores fontes de zinco, ferro,
vitaminas do complexo B, proteína, carnosina, creatina? Tudo isto por um mísero
0,1% que nem sequer foi estabelecido como causal?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resultados do estudo que a maioria dos canais de notícias não incluem</strong></h2>



<p>Uma questão que salta à vista: a ligação entre
a carne vermelha não processada e o cancro do cólon não era, na verdade, estatisticamente
significativa. Apenas a carne processada foi significativamente associada ao
cancro do cólon.</p>



<p>Outra questão: <strong>a carne vermelha, processada ou não, não teve associação significativa com o cancro colo-retal em mulheres</strong>. Por que é que não destacaram o facto de que, em mulheres, comer carne vermelha era completamente não relacionado? Isto é metade da população do mundo. É você ou a sua mãe, a sua filha, a sua avó, a sua namorada. E, a menos que olhassem para o estudo completo e lessem as letras miúdas, nunca saberiam que a carne vermelha tinha, na verdade, a relação oposta. Seria de pensar que os autores quereriam mencionar isto no resumo ou ver que os comunicados de imprensa e os meios de comunicação social destacavam esse facto.</p>



<p>É provavelmente porque mencionar que a carne
vermelha era neutra em mulheres e não tinha uma ligação estatisticamente
significativa ao cancro de cólon em homens e mulheres teria destruído o seu
caso de carne vermelha como um carcinogénico independente. Veja, os carcinogénicos
são supostamente cancerígenos. Existem muitas diferenças significativas entre
homens e mulheres, mas um veneno é um veneno.</p>



<p><strong>Qual é
o mecanismo proposto para o consumo de carne vermelha despoletar cancro do
cólon em homens, mas não em mulheres? Se eles não tinham um (e eu imagino que
eles teriam mencionado se tivessem), então provavelmente há algo mais a
acontecer.</strong></p>



<p>Além disso, a literatura está longe de ser
inequívoca.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que outras pesquisas dizem sobre carnes vermelhas e cancro do intestino</strong></h2>



<p>Em <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26689289">análises que incluem a
consideração de métodos de cocção e outros fatores atenuantes</a>, a
carne vermelha não tem relação com o cancro do cólon.</p>



<p>Ou que tal este <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30526552">estudo</a>, onde os
pacientes com cancro de cólon eram mais propensos a comer carne vermelha, mas
menos propensos a ter diabetes tipo 2? As pessoas devem evitar a carne vermelha
e fazerem com que sejam diagnosticadas com diabetes tipo 2?</p>



<p>Ou que tal este <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29516512">estudo</a>, que não
encontrou diferenças nas taxas de cancro colo-retal entre pessoas que ingeriram
dietas sem carne vermelha e pessoas que consumiram dietas contendo carne
vermelha? Não deve a dieta sem carne vermelha ter algum efeito?</p>



<p>Ou este <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10050267">estudo</a> clássico, em que os ratos numa dieta à base de bacon tinham as taxas mais baixas de cancro do cólon. De facto, o bacon protegeu-os do cancro do cólon após lhes ter sido dado um promotor de cancro do cólon, enquanto que os ratos com ração “saudável” normal não.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O ponto cego na pesquisa da carne vermelha</strong></h2>



<p>Eu não preciso entrar em todos os fatores confusos
que podem predispor os amantes da carne vermelha convencional ao cancro do
intestino. Nem vou mencionar que é impossível controlar totalmente variáveis como
pães e batatas fritas com as quais você come a carne vermelha e os óleos de
sementes industriais em que ela é cozinhada.</p>



<p>Esta última parte é crucial: <strong>os óleos de sementes</strong>. É o que escapa a quase
todos os pesquisadores de cancro. Não é apenas uma variável secundária; é
possivelmente o determinante mais importante se a carne é carcinogénica no
cólon ou não. <strong>O ferro heme &#8211; o composto
exclusivo da carne vermelha que geralmente leva a culpa por qualquer aumento no
cancro &#8211; é mais carcinogénico na presença de ácido linoleico, ácido graxo ómega-6</strong>.</p>



<p>Num <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12896910">estudo</a>, a <strong>administração de ferro heme a ratos
promoveu o cancro de cólon apenas quando alimentados conjuntamente com óleo de
cártamo, com alto teor de ácido linoleico</strong>. A alimentação com azeite, rico
em MUFA’s e muito mais estável em termos de oxidação, em conjunto com o ferro heme
impediu a carcinogénese do cólon.</p>



<p>Outro <a href="https://academic.oup.com/jn/article/134/10/2711/4688404">estudo</a>
teve resultados semelhantes, descobrindo que carnes contendo quantidades médias
a altas de heme &#8211; carne bovina e choriços de sangue de vaca &#8211; promoviam
condições carcinogénicas no cólon quando as fontes de gordura eram milho rico
em ácido linoléico e óleo de soja.</p>



<p>E mais recentemente <a href="https://www.researchgate.net/publication/273146970_Dietary_polyunsaturated_fatty_acids_and_heme_iron_induce_oxidative_stress_biomarkers_and_a_cancer_promoting_environment_in_the_colon_of_rats">este</a>
artigo. Os ratos foram divididos em três grupos. Um grupo recebeu ferro heme e
PUFA ómega-6 (de óleo de cártamo). Um grupo recebeu ferro heme e PUFA ómega-3
(de óleo de peixe). O terceiro grupo recebeu ferro heme e gordura saturada (a
partir de óleo de coco totalmente hidrogenado, que contém zero PUFA). Para
determinar a carcinogenicidade de cada regime de alimentação, os investigadores
analisaram o efeito que a água fecal dos animais (que é exatamente o que
parece) tinha nas células do cólon. <strong>A
água fecal de ambos os grupos PUFA estava cheia de indicadores carcinogénicos e
subprodutos da oxidação lipídica e a exposição das células epiteliais do cólon
à água fecal de camundongos alimentados com PUFA era tóxica. A água fecal
derivada do óleo de coco não apresentava marcadores de toxicidade ou oxidação lipídica</strong>.</p>



<p>Eu nunca vejo estes estudos (animais) citados nos
estudos observacionais sobre carnes e cancro do cólon. Eu acho que isso é um <em>enorme</em> ponto cego e é uma das razões
pelas quais eu raramente dou algum crédito a estes estudos que soam assustadores.</p>



<p>Por hoje é isto, pessoal. Obrigado pela leitura. Agora vão desfrutar de um bife.</p>



<p><strong>Referências:</strong></p>



<p><em>Bylsma LC, Alexander DD.&nbsp;</em><em><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26689289" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A review and
meta-analysis of prospective studies of red and processed meat, meat cooking
methods, heme iron, heterocyclic amines and prostate cancer</a></em><em>. Nutr J. 2015;14:125.</em></p>



<p><em>Alsheridah N, Akhtar S.&nbsp;</em><em><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30526552" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Diet, obesity
and colorectal carcinoma risk: results from a national cancer registry-based
middle-eastern study</a></em><em>. BMC Cancer.
2018;18(1):1227.</em></p>



<p><em>Rada-fernandez de jauregui D, Evans CEL, Jones P, Greenwood DC, Hancock
N, Cade JE.</em><em><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29516512" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Common dietary
patterns and risk of cancers of the colon and rectum: Analysis from the United
Kingdom Women’s Cohort Study (UKWCS)</a></em><em>. Int J Cancer. 2018;143(4):773-781.</em></p>



<p><strong>Nota da tradutora</strong>: em Portugal a notícia saiu, por exemplo, <a href="http://visao.sapo.pt/visaosaude/2019-04-17-Comer-carne-vermelha-mesmo-moderadamente-aumenta-sempre-a-probabilidade-de-desenvolver-cancro-no-intestino">aqui</a>, <a href="https://www.publico.pt/2019/04/17/p3/noticia/estudo-confirma-consumo-carnes-vermelhas-processadas-aumenta-risco-cancro-1869579">aqui</a> e <a href="https://zap.aeiou.pt/comer-carne-vermelha-risco-cancro-252316">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/a-carne-vermelha-provoca-cancro-do-colon/">A carne vermelha provoca cancro do cólon?</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A depressão é uma doença ou um sintoma de inflamação?</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/a-depressao-e-uma-doenca-ou-um-sintoma-de-inflamacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2019 10:17:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://sandraoliveira.net/?p=335</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tanto a depressão quanto a ansiedade estão fortemente ligadas à inflamação e a perturbações da saúde intestinal, o que, por sua vez, pode ser causado por uma dieta pobre.<br />
Mudar a nossa dieta é uma das estratégias mais eficazes e importantes que podemos empregar para melhorar nossa saúde mental.<br />
Isso não significa que os medicamentos nem sempre são necessárias e úteis. Mas significa que não devem ser a única peça do quebra-cabeça, como tantas vezes são hoje.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/a-depressao-e-uma-doenca-ou-um-sintoma-de-inflamacao/">A depressão é uma doença ou um sintoma de inflamação?</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Artigo traduzido por Sandra Oliveira. O
original está <a href="https://kresserinstitute.com/depression-disease-symptom-inflammation/?utm_campaign=Chris%20Kresser&amp;utm_source=hs_email&amp;utm_medium=email&amp;utm_content=71957723&amp;_hsenc=p2ANqtz-8bK0BUpooZByuf1mk7hnbsEFLzHgFJawF8GUKxd3T60uX5UDt3OnFakZlMd98zPIELSGbHAfMfh5H4ex19UpZDY5kNjw&amp;_hsmi=71957723">aqui</a>.</p>



<p>A ideia de que a depressão e outras condições
de saúde mental são causadas por um desequilíbrio de substâncias químicas
(particularmente serotonina e norepinefrina) no cérebro está tão profundamente
arraigada na nossa psique coletiva que parece quase um sacrilégio questioná-la.</p>



<p>É claro que a indústria farmacêutica
desempenhou um papel na perpetuação dessa ideia. Os medicamentos antidepressivos,
que são baseados na teoria do desequilíbrio químico, representam um mercado de
10 bilhões de dólares apenas nos EUA. De acordo com o CDC (Center for Disease
Control), 11% dos norte-americanos com mais de 12 anos tomam antidepressivos e
são os segundos medicamentos mais prescritos (depois dos medicamentos redutores
de colesterol). Os médicos escreveram umas surpreendentes 254 milhões de
prescrições de antidepressivos em 2010. (<a href="https://www.nimh.nih.gov/about/directors/thomas-insel/blog/2011/antidepressants-a-complicated-picture.shtml">1</a>)</p>



<p>No entanto, independentemente do quão popular
esta teoria se tornou, ela está repleta de problemas. Por exemplo:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Reduzir os níveis de
norepinefrina, serotonina e dopamina não produz depressão em humanos, embora
pareça fazê-lo em animais.</li><li>Embora alguns pacientes deprimidos
tenham baixos níveis de serotonina e norepinefrina, a maioria não tem. Vários
estudos indicam que apenas 25% dos pacientes deprimidos têm baixos níveis
destes neurotransmissores.</li><li>Alguns pacientes deprimidos têm
níveis anormalmente altos de serotonina e norepinefrina, e alguns pacientes sem
histórico de depressão têm níveis baixos. (<a href="https://chriskresser.com/the-chemical-imbalance-myth/?__hstc=25621602.d0e37c3dc3cf18b7b223651b1b35f9d2.1556270274488.1556270274488.1556274331525.2&amp;__hssc=25621602.1.1556274331525&amp;__hsfp=4123141641&amp;_ga=2.167905953.1823070405.1556270271-1986054392.1556270271">2</a>)</li></ul>



<p>E se a depressão não for causada por um
&#8220;desequilíbrio químico&#8221; afinal? Mais especificamente, e se a
depressão em si não for uma doença, mas um sintoma de um problema subjacente?</p>



<p>Isto é exatamente o que a investigação mais
recente sobre depressão nos está a dizer. Uma nova teoria chamada “Modelo de
Depressão da Citocina Imune” sustenta que a depressão não é uma doença em si,
mas sim um “sinal multifacetado de ativação crónica do sistema imunológico”. (<a href="http://www.cytokines-and-depression.com/chapter7.html">3</a>)</p>



<p>Para deixar claro: a depressão pode ser um
sintoma de inflamação crónica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A
ligação entre depressão e inflamação</strong></h2>



<p>Um grande corpo de pesquisas sugere agora que
a depressão está associada a uma resposta inflamatória crónica de baixo grau e
é acompanhada por um aumento do <em>stress</em>
oxidativo.</p>



<p>Num excelente artigo de revisão de Berk <em>et al</em>, os autores apresentaram várias
linhas de evidência apoiando a ligação entre depressão e inflamação: (<a href="https://bmcmedicine.biomedcentral.com/articles/10.1186/1741-7015-11-200">4</a>)</p>



<ul class="wp-block-list"><li>A depressão está frequentemente
presente em doenças inflamatórias agudas. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20015486">5</a>)</li><li>Níveis mais altos de inflamação
aumentam o risco de desenvolver depressão. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21037214">6</a>)</li><li>A administração de endotoxinas que
provocam inflamação em pessoas saudáveis desencadeia sintomas depressivos
clássicos. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11343523">7</a>)</li><li>Um quarto dos pacientes que tomam Interferon,
um medicamento usado para tratar a hepatite C que causa inflamação
significativa, desenvolve depressão grave. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22967776">8</a>)</li><li>A remissão da depressão clínica
está frequentemente associada à normalização dos marcadores inflamatórios. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21796103">9</a>)</li></ul>



<p>Durante uma reação inflamatória são produzidas
substâncias químicas, chamadas “citocinas”. Estas incluem o fator de necrose
tumoral (TNF) α, interleucina (IL) -1, interferon (IFN) e interleucina (IL)
-10, entre outros. Os investigadores descobriram, no início da década de 1980,
que as citocinas inflamatórias produzem uma ampla variedade de sintomas
psiquiátricos e neurológicos que refletem perfeitamente as características
definidoras da depressão. (<a href="http://www.cytokines-and-depression.com/chapter7.html">10</a>)</p>



<p>Curiosamente, os antidepressivos
(particularmente SSRIs) têm mostrado reduzir a produção de citocinas
pró-inflamatórias, como o TNF-α, IL-1, interferon IFN-ɣ e aumentar a produção
de citocinas anti-inflamatórias como a IL-10. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8880223">11</a>, <a href="https://www.nature.com/articles/1395271">12</a>)
Também mudam a expressão dos genes de algumas células imunes envolvidas em
processos inflamatórios. Isto sugere que os ISRSs são anti-inflamatórios, o que
explicaria o seu mecanismo de ação se a inflamação fosse o principal responsável
pela depressão.</p>



<p>A pesquisa sobre este tema é robusta e a ligação
entre depressão e inflamação está bem estabelecida. Mas se a depressão é
causada principalmente pela inflamação, a pergunta óbvia que surge é: &#8220;o
que está a causar a inflamação?&#8221;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Causas
comuns de inflamação e depressão</strong></h2>



<p>Se acompanha o meu blog há algum tempo, sabe
que a inflamação está na raiz de quase todas as doenças modernas, incluindo
diabetes, Alzheimer, doenças cardiovasculares, doenças auto-imunes, alergias,
asma e artrite. Então, talvez não seja surpresa que a depressão também seja
causada pela inflamação.</p>



<p>A desvantagem desta ligação é que a nossa
dieta e estilo de vida modernos estão cheios de fatores que provocam inflamação
&#8211; e, portanto, causam doenças. A vantagem é que, se abordarmos estes fatores e
reduzirmos a inflamação, poderemos prevenir e até mesmo reverter as doenças
crónicas e inflamatórias que se tornaram um elemento tão importante da
civilização industrial.</p>



<p>De acordo com os autores do artigo de revisão
de Berk <em>et al</em> referido acima, as
seguintes são as causas mais comuns de inflamação associadas à depressão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dieta</strong></h2>



<p>Existem vários problemas com a dieta moderna. É rica em alimentos que provocam inflamação, como farinha refinada, excesso de açúcar, gorduras oxidadas (rançosas), gorduras trans e uma ampla gama de produtos químicos e conservantes. E é pobre em alimentos que reduzem a inflamação, como gorduras ómega-3 de cadeia longa, alimentos fermentados e fibras fermentáveis. Numerosos estudos associaram a dieta ocidental a grandes transtornos depressivos. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20048020">13</a>)</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Obesidade</strong></h2>



<p>Uma das consequências mais danosas da dieta
moderna tem sido o aumento dramático da obesidade. A obesidade é um estado
inflamatório. Estudos têm mostrado níveis mais altos de citocinas inflamatórias
em pessoas obesas, e a perda de peso está associada à diminuição dessas
citocinas. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22429824">14</a>) A obesidade
está intimamente ligada à depressão, e embora essa relação seja provavelmente
multifatorial e complexa, a inflamação parece desempenhar um papel significativo.
(<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21414128">15</a>)</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Saúde intestinal</strong></h2>



<p>As perturbações no microbioma intestinal e o
intestino permeável (isto é, a permeabilidade intestinal) demonstraram que
contribuem para a inflamação e estão correlacionadas com a depressão. Por
exemplo, um intestino permeável permite que endotoxinas chamadas
lipopolissacarídeos (LPS) escapem do intestino e entrem na corrente sanguínea,
onde provocam a libertação de citocinas inflamatórias, como TNF-α, IL-1 e
COX-2. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7706475">16</a>) E numerosos
estudos associaram mudanças desfavoráveis às bactérias que habitam o nosso
intestino com grandes transtornos depressivos. (17)</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Stress</strong></h2>



<p>O stress pode ser uma das causas mais óbvias
de depressão, mas a ligação entre stress e inflamação é menos conhecida.
Pesquisas mostraram que o stress psicossocial estimula a rede de citocinas
pró-inflamatórias, incluindo aumentos de TNF-α e IL-1. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1777728">18</a>)
Estes aumentos nas citocinas inflamatórias, por sua vez, estão intimamente
relacionados aos sintomas depressivos, como descrito acima.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Atividade
física</strong></h2>



<p>Há uma enorme quantidade de evidências que
indicam que o exercício é um tratamento eficaz para a depressão &#8211; em muitos
casos, tão eficaz ou mais do que medicamentos antidepressivos. Também há
evidências que previne a depressão em pessoas saudáveis, sem sintomas
pré-existentes. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20422333">19</a>)
Curiosamente, enquanto o exercício produz inicialmente as mesmas citocinas
inflamatórias que estão associadas à depressão, isso é rapidamente seguido pela
indução de substâncias anti-inflamatórias. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12831830">20</a>) Isto é
conhecido como um efeito hormético, em que um stressor inicial provoca uma
resposta compensatória no corpo que tem consequências positivas a longo prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Privação
de sono</strong></h2>



<p>A falta de sono crónica demonstrou aumentar os
marcadores inflamatórios mesmo em pessoas saudáveis. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3548567/">21</a>) E,
embora a privação temporária de sono tenha sido usada para melhorar a depressão
terapeuticamente, a falta de sono crónica é um fator bem conhecido que
contribui para o desenvolvimento da depressão em primeiro lugar. (<a href="https://psycnet.apa.org/record/2006-10343-008">22</a>)</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Infeção
crónica</strong></h2>



<p>Infeções crónicas produzem inflamação
contínua, então não é nenhuma surpresa ver que a depressão está associada com
Toxoplasma gondii, vírus do Nilo Ocidental, Clostridium difficile e outros
patógenos. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24715687">23</a>, <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24137729">24</a>,
<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23929558">25</a>)</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cárie
dentária e doença periodontal</strong></h2>



<p>A cárie dentária e a doença periodontal são
outra fonte de inflamação crónica e, portanto, uma causa potencial de
depressão. De acordo com um grande estudo de mais de 80.000 adultos, os
investigadores descobriram que as pessoas com depressão eram mais propensas a
ter perda de dentes, mesmo após o controlo de vários fatores demográficos e de
saúde. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21883356">26</a>)</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Deficiência
de vitamina D</strong></h2>



<p>Níveis baixos de vitamina D são comuns em
populações ocidentais, e há evidências crescentes que ligam a deficiência de
vitamina D à depressão. A vitamina D modula as respostas imunes à infeção,
incluindo a redução de marcadores inflamatórios, como TNF-α e IL-1, que estão
associados à depressão. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22925537">27</a>) A
suplementação com vitamina D para normalizar os níveis séricos de 25D mostrou
reduzir os marcadores inflamatórios em alguns, mas não em todos os casos. (<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22805498">28</a>)</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Considerações
finais e recomendações</strong></h2>



<p>A descoberta, no início da década de 1980, de
que as citocinas inflamatórias produzem todos os sinais e sintomas
característicos da depressão deveria ter causado um grande impacto. Pela
primeira vez, os cientistas descobriram uma classe de moléculas que eram forte
e consistentemente associadas à depressão e, quando administradas a voluntários
saudáveis, produziam todos os sintomas necessários para o diagnóstico de
depressão.</p>



<p>Infelizmente, a teoria do “desequilíbrio
químico” continua a ser o paradigma dominante para a compreensão da depressão
quase 30 anos após essa enorme descoberta, apesar da fraca correlação entre
serotonina, noradrenalina e dopamina e sintomas depressivos. Provavelmente há
vários motivos para isso &#8211; e estaria correto se adivinhasse que alguns deles
são financeiros -, mas deixarei essa discussão para outra ocasião.</p>



<p>O significado desta descoberta é enorme &#8211;
tanto para pacientes quanto para clínicos. Ele muda o nosso foco de ver a
depressão como sendo uma doença causada por um desequilíbrio químico, que
muitas vezes requer medicação para corrigir, para ser um sintoma de um problema
subjacente mais profundo. Também leva a caminhos completamente novos de
tratamento &#8211; muitos deles mais eficazes e seguros do que os antidepressivos.</p>



<p>Entender as raízes físicas da depressão pode
ter um efeito profundo nas pessoas que sofrem com isso. Embora o estigma em
torno da depressão tenha diminuído nos últimos anos, muitos dos que estão
deprimidos ainda carregam o fardo de pensar que há algo de errado com eles, e a
depressão que sentem é “culpa deles”. Quando os meus pacientes com depressão
aprendem que há uma causa fisiológica subjacente para os seus sintomas,
geralmente sentem uma tremenda sensação de alívio e empoderamento. Além disso,
quando abordamos essa causa subjacente, o seu humor melhora drasticamente e rapidamente
percebem que o autojulgamento e a vergonha que sentiam por estar deprimidos
eram equivocados e injustificados.</p>



<p>Não pretendo sugerir que fatores emocionais e
psicológicos não desempenham um papel importante na depressão. Em muitos casos
desempenham, e <a href="https://chriskresser.com/the-heart-of-depression/?__hstc=25621602.d0e37c3dc3cf18b7b223651b1b35f9d2.1556270274488.1556270274488.1556274331525.2&amp;__hssc=25621602.1.1556274331525&amp;__hsfp=4123141641&amp;_ga=2.239144835.1823070405.1556270271-1986054392.1556270271">escrevi
sobre esse assunto antes</a> no ChrisKresser.com. No entanto, a
suposição de que a depressão é causada exclusivamente por esses fatores não é,
obviamente, verdadeira, e muitas vezes essas outras causas subjacentes
potenciais não são exploradas. O médico prescreve um antidepressivo, o paciente
o toma e esse é o fim da conversa.</p>



<p>Com isto em mente, o que pode fazer se estiver
a sofrer de depressão? Siga estes dois passos:</p>



<ol class="wp-block-list"><li><strong>Adote uma dieta e um estilo de vida anti-inflamatórios</strong>. Isso significa comer uma dieta rica em nutrientes, com alimentos integrais, dormir o suficiente, controlar o stress, praticar atividades físicas apropriadas (não muito pouco nem em demasia) e nutrir o seu intestino. Para mais informações sobre como fazer isso, veja meu livro The Paleo Cure.</li><li><strong>Investigue outras causas subjacentes da inflamação</strong>. Por conta própria ou com a ajuda de um bom praticante de medicina funcional, explore outras possíveis causas de inflamação que possam estar a contribuir para a depressão. Estes incluem problemas intestinais (SIBO &#8211; <em>Small Intestinal Bacterial Overgrowth</em> (sobrecrescimento de bactérias no intestino delgado), intestino permeável, disbiose, infeções, etc.), infeções crónicas (virais, bacterianas, fúngicas), baixos níveis de vitamina D, cárie dentária e doença periodontal, exposição a metais pesados e bolor ou outras biotoxinas, apneia do sono obstrutiva e muito mais.</li></ol>



<p>Nota da tradutora: Se queres saber mais sobre alimentação saudável podes ler este <a href="https://sandraoliveira.net/o-que-comer-e-o-que-evitar-para-uma-vida-longa-com-saude/">artigo. </a>Se queres saber mais sobre que exercício físico podes fazer para promover a tua saúde podes ler este <a href="https://sandraoliveira.net/um-plano-de-exercicios-tao-facil-que-ate-o-homem-das-cavernas-o-seguiu/">artigo</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/a-depressao-e-uma-doenca-ou-um-sintoma-de-inflamacao/">A depressão é uma doença ou um sintoma de inflamação?</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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