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	<title>Arquivo de Cérebro - Sandra Oliveira - Coach</title>
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	<description>Coaching de saúde, emagrecimento e bem-estar</description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Feb 2020 11:09:06 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Cérebro - Sandra Oliveira - Coach</title>
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	<item>
		<title>Praticar exercício é um poderoso treino mental</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/praticar-exercicio-e-um-poderoso-treino-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2020 11:08:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exercício]]></category>
		<category><![CDATA[Cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Mindfulness]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é exatamente um segredo que o exercício pode ter um efeito positivo na saúde mental e física. A investigação destacou o seu potencial em aliviar os sintomas de depressão e ansiedade, elevar o humor e melhorar o sono. Talvez menos conhecido - mas não menos real - seja o papel que o exercício pode desempenhar em tornar-nos mais pacientes, mais resilientes e melhores na resolução de problemas.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/praticar-exercicio-e-um-poderoso-treino-mental/">Praticar exercício é um poderoso treino mental</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A vida é difícil e ficarás melhor se praticares fazer coisas difíceis &#8211; tais como fazer o teu corpo ficar propositadamente desconfortável.</p>



<p>Este é um artigo traduzido por Sandra
Oliveira. O original está <a href="https://elemental.medium.com/working-out-is-powerful-brain-training-c3f8f003dfd1">aqui</a>.</p>



<p>No ano passado, caí de cara mais vezes do que
em todos os anos anteriores da minha vida juntos. Com o tempo, o meu corpo
ficou salpicado de pequenas marcas enquanto eu caía uma e outra vez.</p>



<p>Para ser justa, todas as feridas foram autoinfligidas.
Eu estava a trabalhar no meu corvo, uma pose de ioga que envolve equilibrar as
mãos enquanto empoleiras os joelhos nos tríceps, a centímetros do nariz. Levei
meses de prática regular para conquistar o meu medo de cair o suficiente para
tirar os dois pés do chão.</p>



<p>Fazê-lo, finalmente, soube-me a uma conquista
de várias maneiras. A perseverança nunca foi natural para mim, mas nos últimos
dois anos, à medida que eu comecei a praticar yoga e a correr, notei que isso
está a mudar &#8211; nos meus treinos e em outras áreas da minha vida. Também fico
frustrada com menos facilidade e abordo projetos difíceis com mais energia e
menos ansiedade do que costumava. Talvez seja apenas uma consequência de
envelhecer e ser mais sábia, mas suspeito que o meu aumento na prática de exercício
regular também tenha desempenhado um papel.</p>



<p>Não é exatamente um segredo que o exercício
pode ter um efeito positivo na saúde mental e física. A investigação destacou o
seu potencial em aliviar os sintomas de depressão e ansiedade, elevar o humor e
melhorar o sono. Talvez menos conhecido &#8211; mas não menos real &#8211; seja o papel que
o exercício pode desempenhar em tornar-nos mais pacientes, mais resilientes e
melhores na resolução de problemas.</p>



<p>O exercício pode ser uma ferramenta para o autoaperfeiçoamento,
se optares por tratá-lo como tal.</p>



<p>Jacob Ballon, MD, professor clínico associado
de psiquiatria e ciências do comportamento na Universidade de Stanford, associa
o exercício ao trabalho realizado em terapia. &#8220;Pensamos nisso como sendo um
microcosmo pelo resto da vida [de um paciente]&#8221;, diz ele. “O que acontece
na terapia tende a repetir-se fora da terapia.” Da mesma forma, levares o teu
corpo propositadamente ao ponto de desconforto é a implementação de uma ideia
simples, mas poderosa: a vida é difícil, e estarás melhor se praticares fazer
coisas difíceis. A pesquisa sobre atividade física e o cérebro confirma isto de
algumas maneiras diferentes. Investigadores do <a href="https://scholar.harvard.edu/sara_lazar/home">Lazar Lab</a>, da
Universidade de Harvard, que estudam como o yoga e a meditação afetam o
cérebro, descobriram que a prática regular destas atividades pode aumentar a
massa cinzenta tanto no hipocampo (a área responsável pela aprendizagem e pela
regulação emocional) quanto na junção temporo-parietal (responsável pela
compaixão e tomada de perspectiva). O exercício aeróbico tem sido <a href="https://elifesciences.org/articles/15092">associado</a>
a níveis aumentados do Factor Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDNF), uma
proteína que ajuda a construir conexões neurais e demonstrou ter um efeito
protetor contra o <a href="https://www.nature.com/articles/4001211">stresse</a>.</p>



<p>Paul Crockett, treinador de corrida da
Marathon Coalition em Boston e co-fundador de uma empresa de tecnologia
educacional, descreve o treino de maratona como &#8220;ficar confortável em estar
desconfortável&#8221;. Ele diz que o treino para maratonas o ajudou a permanecer
firme durante os altos e baixos da gestão de uma startup: &#8220;Ultrapassar
alguns dos treinos mais difíceis que já fiz, transportou-se para superar
desafios no resto da minha vida.&#8221;</p>



<p>O exercício também pode aprimorar os processos
neurológicos que facilitam a aprendizagem de novas habilidades. Douglas
Noordsy, MD, diretor de psiquiatria desportiva da Universidade de Stanford,
observa que o exercício pode aumentar a plasticidade sináptica ou a capacidade
do cérebro de se adaptar a novos usos ao longo do tempo, o que é importante
para a aprendizagem e memória.</p>



<p>Uma ressalva: para colher os efeitos do treino
cerebral de um treino, é bom pensar nele como uma experiência positiva, diz
Jeffery Christle, PhD, fisiologista do exercício clínico de Stanford. A satisfação
cria um ciclo de feedback positivo: quando obténs prazer ou satisfação por
exercer e desenvolver novas capacidades, continuas a fortalecer essas
habilidades. Se estiveres a ultrapassar um sprint difícil numa bicicleta e
sentires uma onda de orgulho no final, por exemplo, a tua mente criará outro
vínculo entre resiliência e sentimentos de recompensa, e esse vínculo irá intensificar-se
a cada nova instância.</p>



<p>É por isso que repetição e tempo são
fundamentais para ver essas mudanças positivas, de acordo com Christle. &#8220;Quando
começas a olhar para a máquina atrás da cortina&#8221;, ele diz, &#8220;muitas
coisas parecem programáveis em nós&#8221;.</p>



<p>Pessoalmente, acho isso encorajador – que o
exercício possa ser uma ferramenta para o auto-aperfeiçoamento, se optares por
tratá-lo como tal. A pesquisa não é definitiva o suficiente para estabelecer um
vínculo claro entre exercício e comportamento &#8211; não posso dizer, por exemplo,
que praticar o pino foi o que me deixou corajosa o suficiente para pedir um
aumento no trabalho &#8211; mas a ideia ecoa o que treinadores, instrutores de spin e
sargentos dizem há anos: como fazes uma coisa é como fazes tudo. Uma cama
meticulosamente preparada é a preparação para responsabilidades de maior risco;
não se trata de cantos limpos, mas de praticar a atenção aos detalhes.</p>



<p>Também podes usar os teus exercícios para descobrir as habilidades mentais em que precisas trabalhar. O que fazes quando as coisas ficam difíceis? Os desafios inspiram-te ou deixam-te com raiva? Esquivas-te de coisas que não sabe fazer? Ao prestares atenção aos teus padrões de conexão durante o exercício, podes aprender a realizar várias tarefas ao mesmo tempo, ajustando os comportamentos que te ajudam a crescer enquanto te manténs fisicamente saudável.</p>



<p>NT: Se quiseres ler mais sobre os benefícios do exercício podes ler <a href="https://sandraoliveira.net/o-que-o-exercicio-faz-ao-teu-cerebro/">aqui</a> e <a href="https://sandraoliveira.net/um-plano-de-exercicios-tao-facil-que-ate-o-homem-das-cavernas-o-seguiu/">aqui</a>. </p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/praticar-exercicio-e-um-poderoso-treino-mental/">Praticar exercício é um poderoso treino mental</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como comer mais gordura pode melhorar a tua memória</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/como-comer-mais-gordura-pode-melhorar-a-tua-memoria/</link>
					<comments>https://sandraoliveira.net/como-comer-mais-gordura-pode-melhorar-a-tua-memoria/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2020 10:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nutrição e alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[Cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[gordura]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O teu cérebro é o centro nervoso mais sofisticado e avançado do planeta e é a acumulação de milhões de anos de biologia evolutiva humana. Nenhum outro órgão contém tanta gordura ou precisa tanto dela. Sem ela, o cérebro simplesmente não consegue funcionar. A perda de memória é um sinal disso. Neste artigo podes ler sobre o papel das gorduras na manutenção da memória e de outros aspetos da função cognitiva e o que pode acontecer quando faltam as gorduras certas no cérebro.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/como-comer-mais-gordura-pode-melhorar-a-tua-memoria/">Como comer mais gordura pode melhorar a tua memória</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Este é um artigo traduzido por Sandra
Oliveira. O original, escrito pela nutricionista Maria Cross, está <a href="https://medium.com/feed-your-brain/how-eating-more-fat-can-improve-your-memory-5b1331a8883d">aqui</a>.</p>



<p>A dieta cetogénica é muito mais do que perda
de peso.</p>



<p>O teu cérebro é o centro nervoso mais
sofisticado e avançado do planeta. Ou &#8211; dependendo de como olhas para ele &#8211; um
pedaço de gordura enrugado, alojado dentro do teu crânio. De qualquer maneira,
é a acumulação de milhões de anos de biologia evolutiva humana.</p>



<p>Nenhum outro órgão contém tanta gordura ou
precisa tanto dela. Sem ela, o cérebro simplesmente não consegue funcionar. A perda
de memória é um sinal disso.</p>



<p>O peso seco do cérebro é 60% de gordura. Está
tudo lá: gordura saturada, monoinsaturada e polinsaturada. Há também uma boa
dose de colesterol, uma substância semelhante à gordura. Além de formar parte
da estrutura do cérebro e fornecer energia, essas gorduras desempenham um papel
na manutenção da memória e de outros aspetos da função cognitiva.</p>



<p>Da mesma forma, a falta das gorduras certas
desempenha um papel na disfunção cognitiva, incluindo falta de memória e, no
limite, demência.</p>



<p>Talvez seja por isso que a gordura seja tão
atraente. “A gordura dá sabor aos alimentos”, tal como a famosa chef e
personalidade da TV Julia Child disse uma vez. A gordura é saciante e ilumina instantaneamente
os centros de recompensa do teu cérebro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O
cérebro não funciona com glicose, e não com gordura?</strong></h2>



<p>Sim e não, é a resposta a esta pergunta.</p>



<p>Embora o cérebro humano normalmente use
glicose como sua principal fonte de energia, pode mudar para a queima de substâncias
chamadas cetonas, quando a glicose é escassa. As alturas de escassez incluem
jejum, exercícios de resistência e quando estás numa dieta baixa em hidratos de
carbono. Os hidratos de carbono são a principal fonte de glicose do corpo.</p>



<p>Quando os níveis de glicose diminuem, os
ácidos gordos são libertados do tecido adiposo – a tua gordura armazenada. As
cetonas são produzidas no fígado a partir desses ácidos gordos.</p>



<p>Os ácidos gordos não podem atravessar o
cérebro através da barreira hematoencefálica, mas as cetonas podem, e fazem-no.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É uma
coisa cetogénica</strong></h2>



<p>Podes ter ouvido falar da dieta cetogénica
como uma estratégia de perda de peso. É, basicamente, uma dieta muito baixa em hidratos
de carbono, rica em gorduras e é eficaz porque, quando a glicose acaba, começas
a entrar na gordura armazenada.</p>



<p>A dieta cetogénica é a mais recente de uma
longa linha de dietas populares. Mas não te enganes &#8211; esta não é uma dieta nova
ou da moda. A perda de peso é apenas um bónus adicional; não é aquilo a que de
a dieta originalmente se tratava.</p>



<p>A dieta cetogénica é um tratamento
cientificamente comprovado para a epilepsia resistente a medicamentos. Foi usada
pela primeira vez na década de 1920, quando se descobriu que era uma maneira
eficaz de controlar as convulsões.</p>



<p><a href="https://link.springer.com/content/pdf/10.1016/j.nurt.2009.01.005.pdf">Estudos</a> descobriram que metade das crianças experimenta pelo menos 50% de
redução nas convulsões após 6 meses de dieta cetogénica e um terço atinge mais
de 90% de redução.</p>



<p>&#8220;A dieta cetogénica (KD) agora é uma
terapia comprovada para epilepsia resistente a medicamentos, apoiando seu uso
em vários estados de doenças neurológicas.&#8221;</p>



<p>Agora, o foco está na memória e na função
cerebral.</p>



<p>A epilepsia é um distúrbio cerebral &#8211; aí está a
tua primeira pista.</p>



<p>A tua <a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fphar.2012.00059/full">segunda
pista</a> é o fato de que há uma maior incidência de convulsões em
pacientes com doença de Alzheimer do que em pessoas sem a doença.</p>



<p>Os investigadores estão otimistas de que a
dieta cetogénica possa ser usada como uma estratégia eficaz de prevenção da
demência. Uma dieta pobre em hidratos de carbono já se mostrou eficaz no
tratamento de transtorno cognitivo leve (TCL), uma condição que precede a
demência e é considerada um fator de risco para a doença.</p>



<p>Em 2012, a revista Neurobiology of Aging
publicou os resultados de um estudo sobre os efeitos de uma dieta muito baixa
em hidratos de carbono na perda de memória. Os 23 participantes, idosos e todos
com TCL, receberam uma dieta muito alta ou muito baixa em hidratos de carbono
por seis semanas. No final do período experimental, foi observado um melhor
desempenho da memória verbal no grupo de baixos hidratos de carbono, mas não
naqueles que seguiam a dieta rica em hidratos de carbono. O grupo de baixos hidratos
de carbono, cetogénico, também sofreu reduções no peso e na circunferência da
cintura.</p>



<p>&#8220;Essas descobertas indicam que o consumo
muito baixo de hidratos de carbono, mesmo a curto prazo, pode melhorar a função
da memória em idosos com risco aumentado para a doença de Alzheimer&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como
funciona?</strong></h2>



<p>Pessoas com Alzheimer têm a captação de
glicose no cérebro comprometida &#8211; o uso de glicose pelo cérebro deteriora-se.</p>



<p>É por isso que a diabetes tipo 2 aumenta o
risco de demência. Os diabéticos não produzem insulina suficiente ou não podem
usá-la adequadamente. Uma dieta cetogénica contorna esse problema &#8211; as cetonas
fornecem uma importante fonte de energia que não a glicose ao cérebro. O fígado
pode produzir cetonas suficientes, por dia, para atender às necessidades do
cérebro.</p>



<p>A cetose ocorre quando o corpo está a produzir
cetonas. A cetose pode ser induzida num regime alimentar de 20&nbsp;g a 50&nbsp;g
de hidratos de carbono por dia. Esse regime produz uma mudança do metabolismo
da glicose para o de cetonas e é indicado pela presença de cetonas na urina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ceto côco
</strong></h2>



<p>Há outra maneira de queimar cetonas como energia,
além de restringir hidratos de carbono.</p>



<p>Alguns ácidos gordos saturados &#8211; os triglicerídeos
de cadeia média (MCTs) &#8211; são facilmente metabolizados pelo organismo e
convertidos em cetonas. Por esse motivo, os cientistas acreditam que esses MCTs
podem ser benéficos para pessoas com Alzheimer ou algum tipo de declínio da
memória. Se não podem usar glicose, podem usar MCTs em alternativa.</p>



<p>O côco é uma fonte especialmente rica de MCTs. De facto, foi apontado como um &#8220;potencial fortalecedor cognitivo&#8221; para pessoas com Alzheimer.</p>



<p>Quando um grupo de 20 pessoas com Alzheimer ou
transtorno cognitivo leve recebeu uma dose oral de MCTs, ou um placebo,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Valores mais altos de cetonas foram associados a uma maior melhoria na recordação de parágrafos com o tratamento MCT em relação ao placebo em todos os indivíduos&#8221;.</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas, a cetose é natural? Ou mesmo segura?</strong></h2>



<p>Fizeste isso no útero; simplesmente não te lembras.</p>



<p>Os bebés usam cetonas como combustível
cerebral, antes mesmo de nascerem. As cetonas fornecem até 30% da necessidade
de energia do cérebro, antes do nascimento.</p>



<p>Após o nascimento, os bebés que são amamentados
estão num estado cetogénico suave e sustentado, porque o leite materno contém
ácidos gordos de cadeia média &#8211; assim como o coco.</p>



<p>Também não te faz mal quando és adulto. Em
2003, uma <a href="https://www.zaggini.com/old/media/ketogenic-diets-for-weight-loss-a-review-of-their-principles-safety-and-efficacy_01.pdf">revisão
sistemática</a> não encontrou efeitos adversos de uma dieta cetogénica
nas gorduras sanguíneas, pressão arterial ou níveis de glicemia em jejum. Em
vez disso, os ensaios resultaram na melhoria da saúde e perda significativa de
peso.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<a href="https://nyaspubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/nyas.12999">A cetose nutricional pode ser alcançada com segurança por uma dieta cetogénica rica em gordura</a>”</p></blockquote>



<p>Não há nada de novo numa dieta rica em
gorduras. Nós, humanos, desenvolvemos um gosto por gordura há cerca de 3
milhões de anos, quando começámos a deixar as nossas casas nas árvores e
abandonamos a nossa dieta à base de frutas. Esta é a tua terceira pista.</p>



<p>Começámos com cérebros pequenos e não éramos
especialmente brilhantes. Mas a mudança é inevitável, e mudança nós fizemos.</p>



<p>Primeiro, nós coletámos. Então, quando ficamos
mais espertos, juntámos as nossas ferramentas e fomos caçar. Quanto maior e
mais gorda a presa, melhor, no que diz respeito aos primeiros humanos.</p>



<p>É claro que não sabíamos disso na época, mas a
mudança no estilo de vida, de comer frutas a caçadores-coletores, é creditada
por desencadear a mais rápida e extraordinária expansão do cérebro, pela qual
nós, humanos, somos tão famosos. O cérebro passou a quase triplicar de tamanho
&#8211; um feito excecional em qualquer padrão.</p>



<p>Mark Sisson, ex-atleta americano de
resistência e agora autor de best-sellers de nutrição e de um blog, <a href="https://www.marksdailyapple.com/what-happens-after-keto/?awt_l=EtnBH&amp;awt_m=IkBEB8lUQhWvYa&amp;utm_source=mda_newsletter&amp;utm_campaign=mda_newsletter_040418&amp;utm_medium=button1">resume
a dieta cetogénica</a> como &#8220;Um reset&#8230; um retorno ao estado
metabólico ancestral, o estado metabólico em que nascemos&#8221;. Eu acho que isto
o resume muito bem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Além
das cetonas: DHA</strong></h2>



<p>As cetonas não são a única gordura que o
cérebro gosta e precisa. As cetonas fornecem energia, mas no que respeita à
função, existem outras gorduras. Talvez a mais importante delas seja o ácido
gordo ómega-3, ácido docosa-hexaenóico (DHA).</p>



<p>Apenas duas espécies de mamíferos têm cérebros
desproporcionalmente grandes e cognição avançada – os humanos e o golfinho Roaz-Corvineiro
ou Golfinho-Nariz-de-Garrafa. Ambos dependem do DHA.</p>



<p>Precisas de DHA para a função neurotransmissora
e para o desenvolvimento das tuas habilidades cognitivas. Os neurónios
simplesmente não disparam sem ele, e a recuperação da memória será uma luta.</p>



<p>De facto, sem o DHA, nem sequer conseguirias
desenvolver um cérebro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Gordura
do bebé</strong></h2>



<p>A dependência do DHA começa antes de nasceres
e não termina até morreres. Durante a gravidez, uma mãe passa mais DHA para o
bebé do que guarda para si mesma. Este fornecimento é normalmente suficiente
para os três primeiros meses de vida.</p>



<p>Depois disso, tudo depende da dieta. E essa é
a preocupação: as crianças que têm falta de DHA têm maior probabilidade de ter
taxas aumentadas de distúrbios neurológicos, incluindo transtorno do déficit de
atenção/hiperatividade (TDAH) e autismo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Jovens
e idosos</strong></h2>



<p>A deficiência de DHA pode afetar a memória,
mesmo em adultos jovens. Uma equipa de investigadores pesquisou se o DHA
suplementar poderia melhorar o desempenho cognitivo em jovens que comiam pouco
peixe. O peixe é a principal fonte de DHA.</p>



<p>No seu <a href="https://academic.oup.com/ajcn/article/97/5/1134/4577127">estudo</a>,
relatado no The American Journal of Clinical Nutrition em 2013, um total de 176
adultos saudáveis com idades entre 18 e 45 anos e com baixa ingestão de DHA
receberam um suplemento diário de DHA ou um placebo por seis meses. No final do
período do estudo, foram testados quanto ao desempenho cognitivo. Os investigadores
concluíram que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;A suplementação com DHA melhorou a memória e o TR (tempo de reação) da memória em adultos jovens e saudáveis cujas dietas habituais eram baixas em DHA&#8221;.</p></blockquote>



<p>O problema não é que tomar suplementos de DHA
melhora a memória &#8211; é que a falta de DHA piora a memória. Isso pode levar a
problemas mais sérios mais tarde na vida.</p>



<p>Na velhice, a deficiência pode levar à
demência. Isso ocorre porque o DHA se acumula em áreas do cérebro envolvidas na
memória e na atenção, como o córtex cerebral e o hipocampo.</p>



<p>A má notícia é que, apesar de estudos
demonstrarem que a alta ingestão de DHA tem um claro efeito protetor contra o
risco de desenvolver a doença de Alzheimer, a suplementação com DHA assim que a
doença ocorre parece não ter nenhum benefício.</p>



<p>A única fonte boa e confiável de DHA são mariscos
e peixes gordurosos. Peixes gordurosos inclui salmão, truta, arenque, sardinha,
atum fresco e anchovas. A carne e os ovos dão uma pequena contribuição, mas
apenas de animais alimentados a pasto.</p>



<p>Embora alguns alimentos vegetais,
principalmente nozes e sementes, contenham gorduras que podem ser convertidas
em DHA, a taxa de conversão é tão baixa que é considerada insignificante e
insuficiente para atender aos requisitos do cérebro.</p>



<p>Portanto, se não tens comido muito peixe e marisco,
ou carne de ar livre, alimentada a pasto, qual é a tua fonte de DHA? Não te quero
assustar, mas talvez seja bom ficar um pouco assustado às vezes.</p>



<p>Vale a pena garantir que tens um fornecimento
abundante de DHA agora, porque</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“No geral, a maioria dos estudos indica que o consumo de peixe está associado a um menor risco de desenvolver doença de Alzheimer na maioria das coortes”.</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Está tudo
terrivelmente errado</strong></h2>



<p>Não há cura para a demência, incluindo a
doença de Alzheimer, a forma mais comum. Os casos estão a aumentar
exponencialmente: a morte por demência aumentou quase 40% entre 2005 e 2015.</p>



<p>Estima-se que o número de pessoas em todo o
mundo a viver com demência seja de 46,8 milhões, com previsão de duplicação em
2030. Além disso, os casos de diagnóstico precoce &#8211; com menos de 65 anos &#8211;
também estão a aumentar.</p>



<p>Estas estatísticas não têm nada a ver com
genética ou com viver mais tempo.</p>



<p>As evidências sugerem que o aumento alarmante
nos números de demência tem tudo a ver com dieta e alguns conselhos dietéticos
decididamente desonestos.</p>



<p>Tudo começou na década de 1950, quando o biólogo
e patologista americano Ancel Keys propôs uma teoria de que a gordura saturada
era a causa de doenças cardíacas. Em 1952, ele apresentou a sua &#8220;hipótese
da dieta do coração&#8221;. Culpou a gordura saturada (e o colesterol) por quase
todas as doenças crónicas conhecidas pela humanidade e promoveu os óleos
vegetais como uma alternativa saudável.</p>



<p>Em 1961, Keys, agora no comité de nutrição da
American Heart Association, convenceu os outros membros do comité de que a sua
teoria da saúde da dieta e do coração fornecia o caminho a seguir para o bem da
nação. A partir de 1961, a AHA recomendou que a gordura saturada fosse
substituída por óleos vegetais feitos de milho ou soja.</p>



<p>Observa qualquer produto de fast food, snack
ou refeição pronta e provavelmente verás a presença desses óleos vegetais no
rótulo.</p>



<p>Esses óleos são altamente processados e ricos
em ácidos gordos ómega-6. O consumo desses ácidos gordos ómega-6 disparou
rapidamente, uma vez que substituíram a gordura saturada na nossa dieta.</p>



<p>E aí está o problema.</p>



<p>Substituíram a gordura saturada na dieta e <a href="https://www.mdpi.com/2072-6643/3/5/529/htm">deslocaram
o DHA no cérebro</a>. É geralmente aceite que evoluímos numa dieta
contendo quantidades mais ou menos iguais de ambos os grupos. Eles competem pela
absorção e, quando o ómega-6 excede o ómega-3, o DHA é deitado abaixo.</p>



<p>Se tens medo de gordura saturada, não tenhas.
A evidência contra a gordura saturada sempre foi mais especulativa do que
factual. É por isso que o British Medical Journal publicou, em 2015, uma <a href="https://www.bmj.com/content/351/bmj.h3978/">revisão</a>
dos estudos mais robustos sobre os efeitos nocivos assumidos da gordura
saturada &#8211; incluindo risco de morte &#8211; e concluiu que não havia evidências para
apoiar as alegações de que a gordura saturada era de alguma forma um factor de
risco.</p>



<p>Como Julia Child também disse: &#8220;Se tens
medo de manteiga, usa natas&#8221;.</p>



<p>Os humanos são os únicos mamíferos terrestres
que nascem gordos. Isto torna-nos bastante especiais. (Os golfinhos, como nós,
nascem gordos e também são muito inteligentes.) A gordura existe para servir
como um reservatório de energia e crescimento para o cérebro em rápido
desenvolvimento.</p>



<p>(O papel do colesterol, uma substância semelhante à gordura, também é importante)</p>



<p>Pode ter tido uma má reputação nos últimos 50
anos, mas a gordura ainda é essencial para o funcionamento saudável do cérebro.
Podes alterar as diretrizes alimentares quantas vezes quiseres, mas não podes
alterar a bioquímica humana.</p>



<p>Enquanto isso, lembra-te de que tens um magnífico exemplar de biologia evolutiva alojado dentro do teu crânio. Por favor, cuida dele e reconsidera a opção sem gordura.</p>



<p>NOTA: se queres saber mais sobre Alzheimer, podes ler <a href="https://sandraoliveira.net/a-doenca-de-alzheimer-e-a-ligacao-ao-acucar/">este artigo</a>. Se quiseres saber mais sobre alimentação saudável, vê <a href="https://sandraoliveira.net/o-que-comer-e-o-que-evitar-para-uma-vida-longa-com-saude/">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/como-comer-mais-gordura-pode-melhorar-a-tua-memoria/">Como comer mais gordura pode melhorar a tua memória</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
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		<title>Isto é o que o exercício faz ao teu cérebro</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/o-que-o-exercicio-faz-ao-teu-cerebro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2019 13:24:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[Exercício]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se o exercício fosse uma droga, diríamos que os seus benefícios eram bons demais para ser verdade. Não só nos mantém saudáveis e nos ajuda a viver mais, como também nos torna mais inteligentes e felizes. O treino pode melhorar a memória, acelerar os tempos de reação, melhorar a atenção e aliviar a depressão. Pode até evitar doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer e Parkinson.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>  Este é um artigo traduzido por Sandra Oliveira. O original está <a href="https://elemental.medium.com/this-is-what-exercise-does-to-your-brain-7068b6a1af81">aqui</a>.</p>



<p>Os cientistas estão cada vez mais perto de entender por que é que o exercício nos faz sentir bem. (É mais do que endorfinas.)</p>



<p>Se o exercício fosse uma droga, diríamos que os
seus benefícios eram bons demais para ser verdade. Não só nos mantém saudáveis e
nos ajuda a viver mais, como também nos torna mais inteligentes e felizes. O
treino pode melhorar a memória, acelerar os tempos de reação, melhorar a
atenção e aliviar a depressão. Pode até evitar doenças neurodegenerativas como
a doença de Alzheimer e Parkinson.</p>



<p>Como faz tudo isto?</p>



<p>Na última década, os cientistas começaram a
descobrir as formas como o exercício impacta o nosso cérebro. O exercício
aumenta os níveis de hormonas e neuroquímicos importantes que ajudam a forjar
novas conexões entre as células cerebrais e podem até levar ao nascimento de
neurónios numa área do cérebro chamada hipocampo, o centro de humor e memória deste
órgão.</p>



<p>&#8220;O exercício parece ser bom para
praticamente todas as funções do cérebro e do corpo&#8221;, diz Fernando
Gomez-Pinilla, professor do Departamento de Biologia Integrativa e Fisiologia
da UCLA.</p>



<p>Todas as vezes que te exercitas, os teus
músculos, células adiposas e fígado libertam uma variedade de moléculas na
corrente sanguínea. Algumas destas moléculas circulam pelo corpo e viajam até ao
cérebro, onde atravessam a barreira hematoencefálica. Uma vez lá dentro, desencadeiam
uma cascata de mudanças benéficas que te podem fazer sentir mais focado e
feliz.</p>



<p>Uma das mudanças mais cruciais é a libertação
de uma hormona do crescimento chamada fator neurotrófico derivado do cérebro,
ou BDNF. Quando se trata dos efeitos positivos do exercício no cérebro, o BDNF
é a estrela.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;O exercício parece ser bom para praticamente todas as funções do cérebro e do corpo.&#8221;</p></blockquote>



<p>&#8220;Esta é uma das moléculas mais
importantes para a função cerebral relacionada com os efeitos do
exercício&#8221;, diz Gomez-Pinilla. &#8220;O BDNF é muito importante para todos
os processos básicos relacionados com a aprendizagem e com a memória no cérebro&#8221;.</p>



<p>O BDNF ajuda o cérebro a construir novas conexões,
ou sinapses, entre neurónios &#8211; um processo chamado plasticidade sináptica que,
acredita-se, é a base da aprendizagem. As células comunicam-se através dessas
conexões, tanto dentro como através de áreas do cérebro. Por exemplo, neurónios
no hipocampo criam sinapses com células no córtex pré-frontal, outra região que
beneficia significativamente do exercício. É no córtex pré-frontal que muitas
das nossas funções executivas de alto nível se originam, como a tomada de
decisão e a atenção, processos que também são melhorados com o exercício.</p>



<p>O efeito mais notável do BDNF também é o mais
controverso. Anos de pesquisa mostram que, pelo menos em ratos e camundongos, o
BDNF induzido pelo exercício desencadeia o crescimento de novas células
cerebrais no hipocampo, um processo chamado neurogénese. O BDNF faz isso
aumentando a função das células-tronco no cérebro, eventualmente preenchendo o
hipocampo com novas células saudáveis que melhoram o poder do cérebro.</p>



<p>Se a neurogénese também acontece em humanos
adultos é mais controverso. Alguns estudos sugerem que sim, outros não. Isso
ocorre porque não há uma maneira clara de medir o nascimento de uma nova célula
cerebral sem abrir o crânio de alguém.</p>



<p>&#8220;Até que haja métodos melhores e mais
sofisticados que abordem diretamente se a neurogénese é aumentada pelo
exercício em humanos, isso permanece incerto&#8221;, diz Henriette van Praag,
professora associada de ciências biomédicas da Florida Atlantic University.</p>



<p>O exercício também altera a rede de vasos
sanguíneos do cérebro. Mais fluxo sanguíneo no corpo resultante do exercício
corresponde a mais fluxo sanguíneo no cérebro, bem como o aumento de uma
molécula específica de vaso sanguíneo chamada fator de crescimento do endotélio
vascular (VEGF). Como resultado, novos vasos sanguíneos formam-se no hipocampo.
Nos cérebros de roedores, a neurogénese e o fluxo sanguíneo estão conectados,
potencialmente porque os novos vasos sanguíneos trazem mais fatores de
crescimento para a área. Os seres humanos experimentam o mesmo aumento nos
vasos sanguíneos, fornecendo outra pista de que a neurogénese possa estar a
ocorrer nas pessoas.</p>



<p>Qualquer pessoa que tenha sentido &#8220;um
pico&#8221; &#8211; ou que se tenha sentido menos mal depois de um treino &#8211;
experimentou a maneira como o exercício eleva neurotransmissores como
serotonina, dopamina e opióides endógenos (também conhecidos como endorfinas),
que são críticos para regular o humor, a motivação e sentimentos de recompensa.
Os investigadores não têm bem a certeza sobre como essas mudanças começam &#8211;
embora, como tudo o mais, pareçam estar relacionadas com o BDNF. É possível que
esses neuroquímicos aumentem simplesmente porque o exercício é gratificante.
Qualquer coisa que te faça sentir bem aumentará os teus níveis de dopamina, por
exemplo, portanto, se ires a uma aula de SoulCycle for divertido para ti, o teu
cérebro libertará a substância química de reforço em resposta.</p>



<p>Então, que tipo de exercício é melhor para o teu
cérebro? A maior parte da pesquisa foi realizada em exercícios aeróbicos
moderados, como corrida, mas evidências recentes sugerem que o levantamento de
peso e o treino intervalado de alta intensidade também são bons. Julia Basso, investigadora
associada sénior do Departamento de Nutrição Humana, Alimentos e Exercícios da
Virginia Tech, diz que as pessoas que experimentam os maiores ganhos na sua
forma física apresentam as maiores mudanças cognitivas, sugerindo que os exercícios
de maior intensidade proporcionam benefícios extras. No entanto, o aumento de
humor ocorre independentemente da intensidade da atividade.</p>



<p>“Podes ir dar um passeio e o teu humor vai
melhorar. Mas precisas de maior intensidade para obter melhorias cognitivas”,
diz Basso. &#8220;Quanto mais aumentas a tua frequência cardíaca, mais benefícios
de aptidão a longo prazo terás e, assim, mais benefícios cognitivos a longo
prazo terás&#8221;.</p>



<p>Porém, se estás apenas a começar, ou estás limitado pela idade ou por lesão, até a caminhada pode causar algumas dessas mudanças. O mais importante é encontrares algo que gostes de fazer e mantê-lo. &#8220;Em termos práticos&#8221;, diz Basso, &#8220;o melhor regime de exercícios será aquele que estás a gostar e que te fará voltar no dia seguinte&#8221;. </p>



<p>Se quiseres saber mais sobre os movimentos que os humanos têm estado a realizar há milhões de anos, clica <a href="https://sandraoliveira.net/um-plano-de-exercicios-tao-facil-que-ate-o-homem-das-cavernas-o-seguiu/">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/o-que-o-exercicio-faz-ao-teu-cerebro/">Isto é o que o exercício faz ao teu cérebro</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
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