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	<title>Arquivo de Estudos - Sandra Oliveira - Coach</title>
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	<description>Coaching de saúde, emagrecimento e bem-estar</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 May 2019 09:22:42 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Estudos - Sandra Oliveira - Coach</title>
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	<item>
		<title>A carne vermelha provoca cancro do cólon?</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/a-carne-vermelha-provoca-cancro-do-colon/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2019 09:22:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nutrição e alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cancro]]></category>
		<category><![CDATA[Carne]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há um novo estudo sobre "a carne vermelha vai-te matar". Desta vez, é cancro colo-retal. É a velha história que vemos com a maioria destes estudos observacionais.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/a-carne-vermelha-provoca-cancro-do-colon/">A carne vermelha provoca cancro do cólon?</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Artigo traduzido por Sandra Oliveira. O
original está <a href="https://www.marksdailyapple.com/red-meat-colon-cancer/?utm_campaign=5.1.19%20Weekly%20Newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=Klaviyo&amp;_ke=eyJrbF9lbWFpbCI6ICJzYW5kcmFvbGl2ZWlyYTZAc2Fwby5wdCIsICJrbF9jb21wYW55X2lkIjogIlFhekhXeiJ9">aqui</a>.</p>



<p>Já ouviste? Há um novo estudo sobre &#8220;a
carne vermelha vai-te matar&#8221;. Desta vez, é cancro colo-retal.</p>



<p>Aqui está o <a href="https://www.cancerresearchuk.org/about-us/cancer-news/press-release/2019-04-17-even-moderate-red-and-processed-meat-eaters-at-risk-of-bowel-cancer?utm_campaign=4.21.19%20Sunday%20With%20Sisson&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=Klaviyo&amp;_ke=eyJrbF9lbWFpbCI6ICJlcmlrLmNpc2xlckBnbWFpbC5jb20iLCAia2xfY29tcGFueV9pZCI6ICJRYXpIV3oifQ%3D%3D">comunicado
de imprensa</a>.</p>



<p>Aqui está o <a href="https://academic.oup.com/ije/advance-article/doi/10.1093/ije/dyz064/5470096?searchresult=1">estudo
completo</a>.</p>



<p>Eu já cobri isto há alguns domingos atrás em “Sunday with Sisson”. Se não se inscreveu, eu <a href="https://www.marksdailyapple.com/subscribe/">recomendo</a>. SWS é onde me aprofundo nos meus hábitos, práticas e observações, relacionados e não relacionados com a saúde &#8211; coisas que não encontra no blog. De qualquer forma, pensei em expandir a minha resposta a este estudo aqui hoje.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como o estudo foi conduzido</strong></h2>



<p>É a história básica que vemos com a maioria
destes estudos observacionais. Cerca de 175.000 pessoas foram solicitadas a
lembrarem-se o que comiam regularmente &#8211; um questionário de frequência
alimentar. Este é o <a href="https://scienceofhumanpotential.files.wordpress.com/2019/04/diet_questionnaire.pdf">questionário
exato</a>, na verdade. A equipa de investigação pegou nas respostas,
mediu algumas características básicas de todos os indivíduos &#8211; nível socioeconómico,
níveis de exercício, se eles fumavam, nível de escolaridade, ocupação, história
familiar de cancro colo-retal e algumas outras &#8211; e fez o seguimento dos
participantes uma média de 5,7 anos depois para ver quantos tinham desenvolvido
cancro colo-retal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que o estudo &#8220;mostrou&#8221;</strong></h2>



<p>Aqueles que consumiam quantidades moderadas de
carne vermelha tinham uma possibilidade 20% maior de contrair cancro.</p>



<p><strong>E no
final, o aumento do risco foi um risco relativo</strong>. Não
foi um aumento absoluto de 20% no risco. Foi um aumento relativo no risco. Os
sujeitos começaram com um risco de 0,5% de contrair cancro do intestino. Naqueles
que comeram mais carne processada e carne vermelha, esse risco aumentou 20% &#8211;
para 0,6%!</p>



<p><strong>De 0,5
para 0,6%.</strong> Claro, isto é um aumento, mas é algo para
reformular toda a sua dieta? Para desistir das melhores fontes de zinco, ferro,
vitaminas do complexo B, proteína, carnosina, creatina? Tudo isto por um mísero
0,1% que nem sequer foi estabelecido como causal?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resultados do estudo que a maioria dos canais de notícias não incluem</strong></h2>



<p>Uma questão que salta à vista: a ligação entre
a carne vermelha não processada e o cancro do cólon não era, na verdade, estatisticamente
significativa. Apenas a carne processada foi significativamente associada ao
cancro do cólon.</p>



<p>Outra questão: <strong>a carne vermelha, processada ou não, não teve associação significativa com o cancro colo-retal em mulheres</strong>. Por que é que não destacaram o facto de que, em mulheres, comer carne vermelha era completamente não relacionado? Isto é metade da população do mundo. É você ou a sua mãe, a sua filha, a sua avó, a sua namorada. E, a menos que olhassem para o estudo completo e lessem as letras miúdas, nunca saberiam que a carne vermelha tinha, na verdade, a relação oposta. Seria de pensar que os autores quereriam mencionar isto no resumo ou ver que os comunicados de imprensa e os meios de comunicação social destacavam esse facto.</p>



<p>É provavelmente porque mencionar que a carne
vermelha era neutra em mulheres e não tinha uma ligação estatisticamente
significativa ao cancro de cólon em homens e mulheres teria destruído o seu
caso de carne vermelha como um carcinogénico independente. Veja, os carcinogénicos
são supostamente cancerígenos. Existem muitas diferenças significativas entre
homens e mulheres, mas um veneno é um veneno.</p>



<p><strong>Qual é
o mecanismo proposto para o consumo de carne vermelha despoletar cancro do
cólon em homens, mas não em mulheres? Se eles não tinham um (e eu imagino que
eles teriam mencionado se tivessem), então provavelmente há algo mais a
acontecer.</strong></p>



<p>Além disso, a literatura está longe de ser
inequívoca.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que outras pesquisas dizem sobre carnes vermelhas e cancro do intestino</strong></h2>



<p>Em <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26689289">análises que incluem a
consideração de métodos de cocção e outros fatores atenuantes</a>, a
carne vermelha não tem relação com o cancro do cólon.</p>



<p>Ou que tal este <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30526552">estudo</a>, onde os
pacientes com cancro de cólon eram mais propensos a comer carne vermelha, mas
menos propensos a ter diabetes tipo 2? As pessoas devem evitar a carne vermelha
e fazerem com que sejam diagnosticadas com diabetes tipo 2?</p>



<p>Ou que tal este <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29516512">estudo</a>, que não
encontrou diferenças nas taxas de cancro colo-retal entre pessoas que ingeriram
dietas sem carne vermelha e pessoas que consumiram dietas contendo carne
vermelha? Não deve a dieta sem carne vermelha ter algum efeito?</p>



<p>Ou este <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10050267">estudo</a> clássico, em que os ratos numa dieta à base de bacon tinham as taxas mais baixas de cancro do cólon. De facto, o bacon protegeu-os do cancro do cólon após lhes ter sido dado um promotor de cancro do cólon, enquanto que os ratos com ração “saudável” normal não.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O ponto cego na pesquisa da carne vermelha</strong></h2>



<p>Eu não preciso entrar em todos os fatores confusos
que podem predispor os amantes da carne vermelha convencional ao cancro do
intestino. Nem vou mencionar que é impossível controlar totalmente variáveis como
pães e batatas fritas com as quais você come a carne vermelha e os óleos de
sementes industriais em que ela é cozinhada.</p>



<p>Esta última parte é crucial: <strong>os óleos de sementes</strong>. É o que escapa a quase
todos os pesquisadores de cancro. Não é apenas uma variável secundária; é
possivelmente o determinante mais importante se a carne é carcinogénica no
cólon ou não. <strong>O ferro heme &#8211; o composto
exclusivo da carne vermelha que geralmente leva a culpa por qualquer aumento no
cancro &#8211; é mais carcinogénico na presença de ácido linoleico, ácido graxo ómega-6</strong>.</p>



<p>Num <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12896910">estudo</a>, a <strong>administração de ferro heme a ratos
promoveu o cancro de cólon apenas quando alimentados conjuntamente com óleo de
cártamo, com alto teor de ácido linoleico</strong>. A alimentação com azeite, rico
em MUFA’s e muito mais estável em termos de oxidação, em conjunto com o ferro heme
impediu a carcinogénese do cólon.</p>



<p>Outro <a href="https://academic.oup.com/jn/article/134/10/2711/4688404">estudo</a>
teve resultados semelhantes, descobrindo que carnes contendo quantidades médias
a altas de heme &#8211; carne bovina e choriços de sangue de vaca &#8211; promoviam
condições carcinogénicas no cólon quando as fontes de gordura eram milho rico
em ácido linoléico e óleo de soja.</p>



<p>E mais recentemente <a href="https://www.researchgate.net/publication/273146970_Dietary_polyunsaturated_fatty_acids_and_heme_iron_induce_oxidative_stress_biomarkers_and_a_cancer_promoting_environment_in_the_colon_of_rats">este</a>
artigo. Os ratos foram divididos em três grupos. Um grupo recebeu ferro heme e
PUFA ómega-6 (de óleo de cártamo). Um grupo recebeu ferro heme e PUFA ómega-3
(de óleo de peixe). O terceiro grupo recebeu ferro heme e gordura saturada (a
partir de óleo de coco totalmente hidrogenado, que contém zero PUFA). Para
determinar a carcinogenicidade de cada regime de alimentação, os investigadores
analisaram o efeito que a água fecal dos animais (que é exatamente o que
parece) tinha nas células do cólon. <strong>A
água fecal de ambos os grupos PUFA estava cheia de indicadores carcinogénicos e
subprodutos da oxidação lipídica e a exposição das células epiteliais do cólon
à água fecal de camundongos alimentados com PUFA era tóxica. A água fecal
derivada do óleo de coco não apresentava marcadores de toxicidade ou oxidação lipídica</strong>.</p>



<p>Eu nunca vejo estes estudos (animais) citados nos
estudos observacionais sobre carnes e cancro do cólon. Eu acho que isso é um <em>enorme</em> ponto cego e é uma das razões
pelas quais eu raramente dou algum crédito a estes estudos que soam assustadores.</p>



<p>Por hoje é isto, pessoal. Obrigado pela leitura. Agora vão desfrutar de um bife.</p>



<p><strong>Referências:</strong></p>



<p><em>Bylsma LC, Alexander DD.&nbsp;</em><em><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26689289" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A review and
meta-analysis of prospective studies of red and processed meat, meat cooking
methods, heme iron, heterocyclic amines and prostate cancer</a></em><em>. Nutr J. 2015;14:125.</em></p>



<p><em>Alsheridah N, Akhtar S.&nbsp;</em><em><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30526552" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Diet, obesity
and colorectal carcinoma risk: results from a national cancer registry-based
middle-eastern study</a></em><em>. BMC Cancer.
2018;18(1):1227.</em></p>



<p><em>Rada-fernandez de jauregui D, Evans CEL, Jones P, Greenwood DC, Hancock
N, Cade JE.</em><em><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29516512" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Common dietary
patterns and risk of cancers of the colon and rectum: Analysis from the United
Kingdom Women’s Cohort Study (UKWCS)</a></em><em>. Int J Cancer. 2018;143(4):773-781.</em></p>



<p><strong>Nota da tradutora</strong>: em Portugal a notícia saiu, por exemplo, <a href="http://visao.sapo.pt/visaosaude/2019-04-17-Comer-carne-vermelha-mesmo-moderadamente-aumenta-sempre-a-probabilidade-de-desenvolver-cancro-no-intestino">aqui</a>, <a href="https://www.publico.pt/2019/04/17/p3/noticia/estudo-confirma-consumo-carnes-vermelhas-processadas-aumenta-risco-cancro-1869579">aqui</a> e <a href="https://zap.aeiou.pt/comer-carne-vermelha-risco-cancro-252316">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/a-carne-vermelha-provoca-cancro-do-colon/">A carne vermelha provoca cancro do cólon?</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
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