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	<title>Arquivo de Diabetes - Sandra Oliveira - Coach</title>
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	<description>Coaching de saúde, emagrecimento e bem-estar</description>
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	<title>Arquivo de Diabetes - Sandra Oliveira - Coach</title>
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	<item>
		<title>A doença de Alzheimer e a ligação ao açúcar</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/a-doenca-de-alzheimer-e-a-ligacao-ao-acucar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2019 11:40:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição e alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de 80% das pessoas com doença de Alzheimer ou têm diabetes tipo 2 ou níveis anormais de açúcar no sangue. Tão perto está a ligação entre as duas condições que os cientistas optaram por se referirem ao Alzheimer como “diabetes tipo 3”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/a-doenca-de-alzheimer-e-a-ligacao-ao-acucar/">A doença de Alzheimer e a ligação ao açúcar</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Artigo traduzido por Sandra Oliveira. O
original está <a href="https://medium.com/feed-your-brain/is-alzheimers-disease-type-3-diabetes-how-sugar-affects-the-brain-18f227d7389b">aqui</a>.</p>



<p>Chamam-lhe diabetes tipo 3 &#8211; por um bom
motivo.</p>



<p>Mais de 80% das pessoas com doença de
Alzheimer ou têm diabetes tipo 2 ou níveis anormais de açúcar no sangue. Tão
perto está a ligação entre as duas condições que os cientistas optaram por se referirem
ao Alzheimer como “diabetes tipo 3”.</p>



<p>As evidências que ligam o Alzheimer à diabetes
são convincentes e centram-se na insulina. A insulina é uma hormona secretada e
libertada pelo pâncreas quando os alimentos são ingeridos, principalmente
hidratos de carbono.</p>



<p>Os hidratos de carbono são decompostos no
intestino em unidades de glicose antes de entrar no sangue. É assim que o
açúcar no sangue sobe.</p>



<p>Os níveis de açúcar no sangue devem ser
rigorosamente regulados. Demasiado, ou muito pouco, são ambas situações
potencialmente perigosas. Quanto mais glicose no sangue, mais o pâncreas produz
insulina para baixar a glicose.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resistência à insulina: quando o açúcar no sangue dá para o torto</strong></h2>



<p>E é aí que tudo pode começar a correr mal.</p>



<p>O corpo humano não foi projetado para lidar com
um dilúvio regular de açúcar. Ele só consegue lidar com um tanto disso antes de
desenvolver sinais de não conseguir lidar com essa carga toda.</p>



<p>A resistência à insulina é um desses sinais. É
descrita como uma condição “pré-diabética” que surge quando o metabolismo da
insulina corre mal. Basicamente, isso significa que a insulina começou a perder
o seu efeito, e a glicose permanece no sangue em vez de ser processada
normalmente.</p>



<p>O corpo, sentindo que ainda há muito açúcar no
sangue, bombeia ainda mais insulina num esforço para lidar com isso, mas com
pouco ou nenhum efeito. Se isso persistir por tempo suficiente, a resistência à
insulina leva à diabetes.</p>



<p>A razão para o desenvolvimento de resistência
à insulina é bastante simples. Uma dieta implacável de comidas e bebidas
açucaradas, hidratos de carbono refinados (pão, arroz, batatas fritas, bolos, bolachas,
doces e assim por diante) acaba por cobrar o seu preço.</p>



<p>Esta forma extrema de dieta não é natural, mas
de alguma forma é agora considerada normal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Da diabetes tipo 2 à diabetes tipo 3</strong></h2>



<p>Como é que isto se relaciona com a doença de
Alzheimer? Altos níveis de insulina podem interferir nos neurónios e afetar a
função cognitiva, incluindo a memória e a concentração. Maior exposição à
glicose também significa maior suscetibilidade a um processo conhecido como
glicação.</p>



<p>&#8220;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0925443908002093">O
diabetes mellitus tipo 2 (diabetes tipo 2) tem sido demonstrado estar associado
à demência</a>&#8220;</p>



<p>A glicação é a ligação entre diabetes e
Alzheimer. É um processo pelo qual certas proteínas são danificadas quando
expostas a altos níveis de glicose. Este processo de glicação cria proteínas
conhecidas como produtos finais de glicação avançada (AGEs).</p>



<p>Estes AGEs podem impedir que os neurónios
funcionem corretamente. Pesquisas descobriram que os cérebros de pessoas com
doença de Alzheimer têm altos níveis destes AGEs, em comparação com pessoas sem
a doença. Os AGEs contribuem para a formação de placas amilóides &#8211; uma
característica dos cérebros de pessoas com Alzheimer.</p>



<p>Em suma, uma dieta interminável de alimentos
açucarados e hidratos de carbono refinados dá origem à resistência à insulina,
que pode, em última análise, dar origem à diabetes tipo 2 e, mais tarde, à
doença de Alzheimer.</p>



<p>Sabe-se disso desde a década de 1990, quando a
literatura começou a emergir, mas só agora começam a “pingar” estas informações.
O termo &#8220;diabetes tipo 3&#8221; foi cunhado pela primeira vez por investigadores
que publicaram no <em>Journal of Alzheimer&#8217;s
Disease</em> em 2005. Uma massa crítica foi alcançada quando a revista <em>New Scientist</em> apresentou o tópico na
capa da edição de 1 de setembro de 2012.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A dieta cetogénica, Alzheimer e
diabetes tipo 3</strong></h2>



<p>A ligação entre o açúcar no sangue e a
demência pode soar alarmante, mas oferece enorme esperança. Isto porque a
diabetes tipo 2 é uma doença do estilo de vida e, portanto, muito evitável.</p>



<p>Com mudanças dietéticas adequadas, pode
reduzir as suas hipóteses de desenvolver diabetes tipo 2 e, simultaneamente,
reduzir as suas hipóteses de desenvolver diabetes tipo 3.</p>



<p>Pode ter ouvido falar da dieta cetogénica. Foi
originalmente (e ainda é) usada para tratar pessoas com epilepsia. De facto, é
considerada uma “<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3321471/">terapia comprovada
para epilepsia resistente a medicamentos</a>”. Aqui está a pista &#8211; a
epilepsia é uma desordem cerebral.</p>



<p>A dieta funciona extremamente bem.
Basicamente, é uma dieta rica em gorduras e muito baixa em hidratos de carbono.
Pela sua natureza, restringe muito a quantidade de insulina e, portanto, a
glicose no sangue. Sem hidratos de carbono para queimar como combustível, o
corpo muda para a produção, a partir de gordura, de algo chamado corpos
cetónicos.</p>



<p>“<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3321471/">O exemplo mais
notável de um tratamento dietético com eficácia comprovada contra uma condição
neurológica é a dieta cetogénica, com alto teor de gordura e baixo teor de
hidratos de carbono (KD)</a>.”</p>



<p>Não se trata apenas de epilepsia. A dieta
cetogénica &#8211; ou baixa em hidratos de carbono &#8211; também foi considerada
terapêutica no tratamento de pessoas com défice cognitivo ligeiro (DCL). O DCL
é um estágio pré-Alzheimer.</p>



<p>Os cientistas deram a 23 pessoas idosas ou uma
dieta rica em hidratos de carbono ou baixa em hidratos de carbono por seis
semanas. No final do estudo, aqueles com a dieta pobre em hidratos de carbono
experimentaram melhora no desempenho da memória verbal, juntamente com reduções
no peso e na circunferência da cintura.</p>



<p>&#8220;<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3116949/">Estes resultados
indicam que o consumo muito baixo de hidratos de carbono, mesmo a curto prazo,
pode melhorar a função da memória em adultos mais velhos com risco aumentado
para a doença de Alzheimer</a>&#8220;.</p>



<p>Como funciona a dieta cetogénica? Há duas
explicações possíveis para estes resultados encorajadores. Primeiro, o alto
nível de gordura na dieta repara os danos às células cerebrais. As cetonas
produzidas a partir da gordura fornecem um combustível alternativo ao cérebro, em
vez da glicose.</p>



<p>A segunda possibilidade é que a ausência de
açúcar e de hidratos de carbono refinados na dieta inicie o processo de cura e previna
mais danos.</p>



<p>Aqui está a outra coisa fantástica sobre a
dieta cetogénica. As cetonas são produzidas no fígado, seja pela gordura que
come ou pela gordura armazenada. Então, quando muda para uma dieta muito baixa
em hidratos de carbono, o seu corpo começa a queimar as suas reservas de
gordura e, consequentemente, perde peso.</p>



<p>Uma dieta cetogénica não reduz apenas a
secreção de insulina e o seu risco de desenvolver Alzheimer, mas também promove
a perda de peso. Isto é um excelente negócio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mantenha as coisas simples</strong></h2>



<p>Se é saudável, mas quer apenas reduzir o risco
de desenvolver diabetes e Alzheimer mais tarde, não precisa seguir a dieta
cetogénica com rigor. Basta cortar todos os hidratos de carbono desnecessários
e não saudáveis, especialmente qualquer coisa com adição de açúcar, incluindo
refrigerantes. Mesmo a variedade sem açúcar, adoçada com adoçantes artificiais,
faz estragos no seu açúcar no sangue.</p>



<p>Ninguém precisa de açúcar. Ninguém precisa de
biscoitos, bolos, doces, batatas fritas e refrigerantes. O seu corpo só precisa
de comida verdadeira e saudável. Você precisa de muita proteína &#8211; carne, peixe,
ovos, queijo &#8211; e muitos vegetais para acompanhar essa proteína.</p>



<p>As necessidades dietéticas humanas são
surpreendentemente simples.</p>



<p>Outra coisa que pode fazer é evitar lanches
entre as refeições. Além de ser supérfluos para as necessidades alimentares,
lanchar significa que a produção de insulina é constantemente estimulada. Ao abster-se
de petiscar você dá um descanso ao seu pâncreas, e ao seu corpo a possibilidade
de começar a queimar gordura como combustível.</p>



<p>O Alzheimer é uma doença complexa e existem
muitas causas possíveis. Mas, com os casos de diabetes tipo 2 e Alzheimer a aumentar
simultaneamente, e num ritmo alarmante, fazer mudanças na dieta que controlam a
glicose e a secreção de insulina tem que ser óbvio para qualquer pessoa que
queira manter uma boa saúde quando for idoso.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/a-doenca-de-alzheimer-e-a-ligacao-ao-acucar/">A doença de Alzheimer e a ligação ao açúcar</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
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