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	<title>Arquivo de Alzheimer - Sandra Oliveira - Coach</title>
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	<description>Coaching de saúde, emagrecimento e bem-estar</description>
	<lastBuildDate>Mon, 27 Jan 2020 10:50:09 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Alzheimer - Sandra Oliveira - Coach</title>
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	<item>
		<title>Como comer mais gordura pode melhorar a tua memória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2020 10:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nutrição e alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[Cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[gordura]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O teu cérebro é o centro nervoso mais sofisticado e avançado do planeta e é a acumulação de milhões de anos de biologia evolutiva humana. Nenhum outro órgão contém tanta gordura ou precisa tanto dela. Sem ela, o cérebro simplesmente não consegue funcionar. A perda de memória é um sinal disso. Neste artigo podes ler sobre o papel das gorduras na manutenção da memória e de outros aspetos da função cognitiva e o que pode acontecer quando faltam as gorduras certas no cérebro.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/como-comer-mais-gordura-pode-melhorar-a-tua-memoria/">Como comer mais gordura pode melhorar a tua memória</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Este é um artigo traduzido por Sandra
Oliveira. O original, escrito pela nutricionista Maria Cross, está <a href="https://medium.com/feed-your-brain/how-eating-more-fat-can-improve-your-memory-5b1331a8883d">aqui</a>.</p>



<p>A dieta cetogénica é muito mais do que perda
de peso.</p>



<p>O teu cérebro é o centro nervoso mais
sofisticado e avançado do planeta. Ou &#8211; dependendo de como olhas para ele &#8211; um
pedaço de gordura enrugado, alojado dentro do teu crânio. De qualquer maneira,
é a acumulação de milhões de anos de biologia evolutiva humana.</p>



<p>Nenhum outro órgão contém tanta gordura ou
precisa tanto dela. Sem ela, o cérebro simplesmente não consegue funcionar. A perda
de memória é um sinal disso.</p>



<p>O peso seco do cérebro é 60% de gordura. Está
tudo lá: gordura saturada, monoinsaturada e polinsaturada. Há também uma boa
dose de colesterol, uma substância semelhante à gordura. Além de formar parte
da estrutura do cérebro e fornecer energia, essas gorduras desempenham um papel
na manutenção da memória e de outros aspetos da função cognitiva.</p>



<p>Da mesma forma, a falta das gorduras certas
desempenha um papel na disfunção cognitiva, incluindo falta de memória e, no
limite, demência.</p>



<p>Talvez seja por isso que a gordura seja tão
atraente. “A gordura dá sabor aos alimentos”, tal como a famosa chef e
personalidade da TV Julia Child disse uma vez. A gordura é saciante e ilumina instantaneamente
os centros de recompensa do teu cérebro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O
cérebro não funciona com glicose, e não com gordura?</strong></h2>



<p>Sim e não, é a resposta a esta pergunta.</p>



<p>Embora o cérebro humano normalmente use
glicose como sua principal fonte de energia, pode mudar para a queima de substâncias
chamadas cetonas, quando a glicose é escassa. As alturas de escassez incluem
jejum, exercícios de resistência e quando estás numa dieta baixa em hidratos de
carbono. Os hidratos de carbono são a principal fonte de glicose do corpo.</p>



<p>Quando os níveis de glicose diminuem, os
ácidos gordos são libertados do tecido adiposo – a tua gordura armazenada. As
cetonas são produzidas no fígado a partir desses ácidos gordos.</p>



<p>Os ácidos gordos não podem atravessar o
cérebro através da barreira hematoencefálica, mas as cetonas podem, e fazem-no.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>É uma
coisa cetogénica</strong></h2>



<p>Podes ter ouvido falar da dieta cetogénica
como uma estratégia de perda de peso. É, basicamente, uma dieta muito baixa em hidratos
de carbono, rica em gorduras e é eficaz porque, quando a glicose acaba, começas
a entrar na gordura armazenada.</p>



<p>A dieta cetogénica é a mais recente de uma
longa linha de dietas populares. Mas não te enganes &#8211; esta não é uma dieta nova
ou da moda. A perda de peso é apenas um bónus adicional; não é aquilo a que de
a dieta originalmente se tratava.</p>



<p>A dieta cetogénica é um tratamento
cientificamente comprovado para a epilepsia resistente a medicamentos. Foi usada
pela primeira vez na década de 1920, quando se descobriu que era uma maneira
eficaz de controlar as convulsões.</p>



<p><a href="https://link.springer.com/content/pdf/10.1016/j.nurt.2009.01.005.pdf">Estudos</a> descobriram que metade das crianças experimenta pelo menos 50% de
redução nas convulsões após 6 meses de dieta cetogénica e um terço atinge mais
de 90% de redução.</p>



<p>&#8220;A dieta cetogénica (KD) agora é uma
terapia comprovada para epilepsia resistente a medicamentos, apoiando seu uso
em vários estados de doenças neurológicas.&#8221;</p>



<p>Agora, o foco está na memória e na função
cerebral.</p>



<p>A epilepsia é um distúrbio cerebral &#8211; aí está a
tua primeira pista.</p>



<p>A tua <a href="https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fphar.2012.00059/full">segunda
pista</a> é o fato de que há uma maior incidência de convulsões em
pacientes com doença de Alzheimer do que em pessoas sem a doença.</p>



<p>Os investigadores estão otimistas de que a
dieta cetogénica possa ser usada como uma estratégia eficaz de prevenção da
demência. Uma dieta pobre em hidratos de carbono já se mostrou eficaz no
tratamento de transtorno cognitivo leve (TCL), uma condição que precede a
demência e é considerada um fator de risco para a doença.</p>



<p>Em 2012, a revista Neurobiology of Aging
publicou os resultados de um estudo sobre os efeitos de uma dieta muito baixa
em hidratos de carbono na perda de memória. Os 23 participantes, idosos e todos
com TCL, receberam uma dieta muito alta ou muito baixa em hidratos de carbono
por seis semanas. No final do período experimental, foi observado um melhor
desempenho da memória verbal no grupo de baixos hidratos de carbono, mas não
naqueles que seguiam a dieta rica em hidratos de carbono. O grupo de baixos hidratos
de carbono, cetogénico, também sofreu reduções no peso e na circunferência da
cintura.</p>



<p>&#8220;Essas descobertas indicam que o consumo
muito baixo de hidratos de carbono, mesmo a curto prazo, pode melhorar a função
da memória em idosos com risco aumentado para a doença de Alzheimer&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como
funciona?</strong></h2>



<p>Pessoas com Alzheimer têm a captação de
glicose no cérebro comprometida &#8211; o uso de glicose pelo cérebro deteriora-se.</p>



<p>É por isso que a diabetes tipo 2 aumenta o
risco de demência. Os diabéticos não produzem insulina suficiente ou não podem
usá-la adequadamente. Uma dieta cetogénica contorna esse problema &#8211; as cetonas
fornecem uma importante fonte de energia que não a glicose ao cérebro. O fígado
pode produzir cetonas suficientes, por dia, para atender às necessidades do
cérebro.</p>



<p>A cetose ocorre quando o corpo está a produzir
cetonas. A cetose pode ser induzida num regime alimentar de 20&nbsp;g a 50&nbsp;g
de hidratos de carbono por dia. Esse regime produz uma mudança do metabolismo
da glicose para o de cetonas e é indicado pela presença de cetonas na urina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ceto côco
</strong></h2>



<p>Há outra maneira de queimar cetonas como energia,
além de restringir hidratos de carbono.</p>



<p>Alguns ácidos gordos saturados &#8211; os triglicerídeos
de cadeia média (MCTs) &#8211; são facilmente metabolizados pelo organismo e
convertidos em cetonas. Por esse motivo, os cientistas acreditam que esses MCTs
podem ser benéficos para pessoas com Alzheimer ou algum tipo de declínio da
memória. Se não podem usar glicose, podem usar MCTs em alternativa.</p>



<p>O côco é uma fonte especialmente rica de MCTs. De facto, foi apontado como um &#8220;potencial fortalecedor cognitivo&#8221; para pessoas com Alzheimer.</p>



<p>Quando um grupo de 20 pessoas com Alzheimer ou
transtorno cognitivo leve recebeu uma dose oral de MCTs, ou um placebo,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Valores mais altos de cetonas foram associados a uma maior melhoria na recordação de parágrafos com o tratamento MCT em relação ao placebo em todos os indivíduos&#8221;.</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas, a cetose é natural? Ou mesmo segura?</strong></h2>



<p>Fizeste isso no útero; simplesmente não te lembras.</p>



<p>Os bebés usam cetonas como combustível
cerebral, antes mesmo de nascerem. As cetonas fornecem até 30% da necessidade
de energia do cérebro, antes do nascimento.</p>



<p>Após o nascimento, os bebés que são amamentados
estão num estado cetogénico suave e sustentado, porque o leite materno contém
ácidos gordos de cadeia média &#8211; assim como o coco.</p>



<p>Também não te faz mal quando és adulto. Em
2003, uma <a href="https://www.zaggini.com/old/media/ketogenic-diets-for-weight-loss-a-review-of-their-principles-safety-and-efficacy_01.pdf">revisão
sistemática</a> não encontrou efeitos adversos de uma dieta cetogénica
nas gorduras sanguíneas, pressão arterial ou níveis de glicemia em jejum. Em
vez disso, os ensaios resultaram na melhoria da saúde e perda significativa de
peso.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<a href="https://nyaspubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/nyas.12999">A cetose nutricional pode ser alcançada com segurança por uma dieta cetogénica rica em gordura</a>”</p></blockquote>



<p>Não há nada de novo numa dieta rica em
gorduras. Nós, humanos, desenvolvemos um gosto por gordura há cerca de 3
milhões de anos, quando começámos a deixar as nossas casas nas árvores e
abandonamos a nossa dieta à base de frutas. Esta é a tua terceira pista.</p>



<p>Começámos com cérebros pequenos e não éramos
especialmente brilhantes. Mas a mudança é inevitável, e mudança nós fizemos.</p>



<p>Primeiro, nós coletámos. Então, quando ficamos
mais espertos, juntámos as nossas ferramentas e fomos caçar. Quanto maior e
mais gorda a presa, melhor, no que diz respeito aos primeiros humanos.</p>



<p>É claro que não sabíamos disso na época, mas a
mudança no estilo de vida, de comer frutas a caçadores-coletores, é creditada
por desencadear a mais rápida e extraordinária expansão do cérebro, pela qual
nós, humanos, somos tão famosos. O cérebro passou a quase triplicar de tamanho
&#8211; um feito excecional em qualquer padrão.</p>



<p>Mark Sisson, ex-atleta americano de
resistência e agora autor de best-sellers de nutrição e de um blog, <a href="https://www.marksdailyapple.com/what-happens-after-keto/?awt_l=EtnBH&amp;awt_m=IkBEB8lUQhWvYa&amp;utm_source=mda_newsletter&amp;utm_campaign=mda_newsletter_040418&amp;utm_medium=button1">resume
a dieta cetogénica</a> como &#8220;Um reset&#8230; um retorno ao estado
metabólico ancestral, o estado metabólico em que nascemos&#8221;. Eu acho que isto
o resume muito bem.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Além
das cetonas: DHA</strong></h2>



<p>As cetonas não são a única gordura que o
cérebro gosta e precisa. As cetonas fornecem energia, mas no que respeita à
função, existem outras gorduras. Talvez a mais importante delas seja o ácido
gordo ómega-3, ácido docosa-hexaenóico (DHA).</p>



<p>Apenas duas espécies de mamíferos têm cérebros
desproporcionalmente grandes e cognição avançada – os humanos e o golfinho Roaz-Corvineiro
ou Golfinho-Nariz-de-Garrafa. Ambos dependem do DHA.</p>



<p>Precisas de DHA para a função neurotransmissora
e para o desenvolvimento das tuas habilidades cognitivas. Os neurónios
simplesmente não disparam sem ele, e a recuperação da memória será uma luta.</p>



<p>De facto, sem o DHA, nem sequer conseguirias
desenvolver um cérebro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Gordura
do bebé</strong></h2>



<p>A dependência do DHA começa antes de nasceres
e não termina até morreres. Durante a gravidez, uma mãe passa mais DHA para o
bebé do que guarda para si mesma. Este fornecimento é normalmente suficiente
para os três primeiros meses de vida.</p>



<p>Depois disso, tudo depende da dieta. E essa é
a preocupação: as crianças que têm falta de DHA têm maior probabilidade de ter
taxas aumentadas de distúrbios neurológicos, incluindo transtorno do déficit de
atenção/hiperatividade (TDAH) e autismo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Jovens
e idosos</strong></h2>



<p>A deficiência de DHA pode afetar a memória,
mesmo em adultos jovens. Uma equipa de investigadores pesquisou se o DHA
suplementar poderia melhorar o desempenho cognitivo em jovens que comiam pouco
peixe. O peixe é a principal fonte de DHA.</p>



<p>No seu <a href="https://academic.oup.com/ajcn/article/97/5/1134/4577127">estudo</a>,
relatado no The American Journal of Clinical Nutrition em 2013, um total de 176
adultos saudáveis com idades entre 18 e 45 anos e com baixa ingestão de DHA
receberam um suplemento diário de DHA ou um placebo por seis meses. No final do
período do estudo, foram testados quanto ao desempenho cognitivo. Os investigadores
concluíram que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;A suplementação com DHA melhorou a memória e o TR (tempo de reação) da memória em adultos jovens e saudáveis cujas dietas habituais eram baixas em DHA&#8221;.</p></blockquote>



<p>O problema não é que tomar suplementos de DHA
melhora a memória &#8211; é que a falta de DHA piora a memória. Isso pode levar a
problemas mais sérios mais tarde na vida.</p>



<p>Na velhice, a deficiência pode levar à
demência. Isso ocorre porque o DHA se acumula em áreas do cérebro envolvidas na
memória e na atenção, como o córtex cerebral e o hipocampo.</p>



<p>A má notícia é que, apesar de estudos
demonstrarem que a alta ingestão de DHA tem um claro efeito protetor contra o
risco de desenvolver a doença de Alzheimer, a suplementação com DHA assim que a
doença ocorre parece não ter nenhum benefício.</p>



<p>A única fonte boa e confiável de DHA são mariscos
e peixes gordurosos. Peixes gordurosos inclui salmão, truta, arenque, sardinha,
atum fresco e anchovas. A carne e os ovos dão uma pequena contribuição, mas
apenas de animais alimentados a pasto.</p>



<p>Embora alguns alimentos vegetais,
principalmente nozes e sementes, contenham gorduras que podem ser convertidas
em DHA, a taxa de conversão é tão baixa que é considerada insignificante e
insuficiente para atender aos requisitos do cérebro.</p>



<p>Portanto, se não tens comido muito peixe e marisco,
ou carne de ar livre, alimentada a pasto, qual é a tua fonte de DHA? Não te quero
assustar, mas talvez seja bom ficar um pouco assustado às vezes.</p>



<p>Vale a pena garantir que tens um fornecimento
abundante de DHA agora, porque</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“No geral, a maioria dos estudos indica que o consumo de peixe está associado a um menor risco de desenvolver doença de Alzheimer na maioria das coortes”.</p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Está tudo
terrivelmente errado</strong></h2>



<p>Não há cura para a demência, incluindo a
doença de Alzheimer, a forma mais comum. Os casos estão a aumentar
exponencialmente: a morte por demência aumentou quase 40% entre 2005 e 2015.</p>



<p>Estima-se que o número de pessoas em todo o
mundo a viver com demência seja de 46,8 milhões, com previsão de duplicação em
2030. Além disso, os casos de diagnóstico precoce &#8211; com menos de 65 anos &#8211;
também estão a aumentar.</p>



<p>Estas estatísticas não têm nada a ver com
genética ou com viver mais tempo.</p>



<p>As evidências sugerem que o aumento alarmante
nos números de demência tem tudo a ver com dieta e alguns conselhos dietéticos
decididamente desonestos.</p>



<p>Tudo começou na década de 1950, quando o biólogo
e patologista americano Ancel Keys propôs uma teoria de que a gordura saturada
era a causa de doenças cardíacas. Em 1952, ele apresentou a sua &#8220;hipótese
da dieta do coração&#8221;. Culpou a gordura saturada (e o colesterol) por quase
todas as doenças crónicas conhecidas pela humanidade e promoveu os óleos
vegetais como uma alternativa saudável.</p>



<p>Em 1961, Keys, agora no comité de nutrição da
American Heart Association, convenceu os outros membros do comité de que a sua
teoria da saúde da dieta e do coração fornecia o caminho a seguir para o bem da
nação. A partir de 1961, a AHA recomendou que a gordura saturada fosse
substituída por óleos vegetais feitos de milho ou soja.</p>



<p>Observa qualquer produto de fast food, snack
ou refeição pronta e provavelmente verás a presença desses óleos vegetais no
rótulo.</p>



<p>Esses óleos são altamente processados e ricos
em ácidos gordos ómega-6. O consumo desses ácidos gordos ómega-6 disparou
rapidamente, uma vez que substituíram a gordura saturada na nossa dieta.</p>



<p>E aí está o problema.</p>



<p>Substituíram a gordura saturada na dieta e <a href="https://www.mdpi.com/2072-6643/3/5/529/htm">deslocaram
o DHA no cérebro</a>. É geralmente aceite que evoluímos numa dieta
contendo quantidades mais ou menos iguais de ambos os grupos. Eles competem pela
absorção e, quando o ómega-6 excede o ómega-3, o DHA é deitado abaixo.</p>



<p>Se tens medo de gordura saturada, não tenhas.
A evidência contra a gordura saturada sempre foi mais especulativa do que
factual. É por isso que o British Medical Journal publicou, em 2015, uma <a href="https://www.bmj.com/content/351/bmj.h3978/">revisão</a>
dos estudos mais robustos sobre os efeitos nocivos assumidos da gordura
saturada &#8211; incluindo risco de morte &#8211; e concluiu que não havia evidências para
apoiar as alegações de que a gordura saturada era de alguma forma um factor de
risco.</p>



<p>Como Julia Child também disse: &#8220;Se tens
medo de manteiga, usa natas&#8221;.</p>



<p>Os humanos são os únicos mamíferos terrestres
que nascem gordos. Isto torna-nos bastante especiais. (Os golfinhos, como nós,
nascem gordos e também são muito inteligentes.) A gordura existe para servir
como um reservatório de energia e crescimento para o cérebro em rápido
desenvolvimento.</p>



<p>(O papel do colesterol, uma substância semelhante à gordura, também é importante)</p>



<p>Pode ter tido uma má reputação nos últimos 50
anos, mas a gordura ainda é essencial para o funcionamento saudável do cérebro.
Podes alterar as diretrizes alimentares quantas vezes quiseres, mas não podes
alterar a bioquímica humana.</p>



<p>Enquanto isso, lembra-te de que tens um magnífico exemplar de biologia evolutiva alojado dentro do teu crânio. Por favor, cuida dele e reconsidera a opção sem gordura.</p>



<p>NOTA: se queres saber mais sobre Alzheimer, podes ler <a href="https://sandraoliveira.net/a-doenca-de-alzheimer-e-a-ligacao-ao-acucar/">este artigo</a>. Se quiseres saber mais sobre alimentação saudável, vê <a href="https://sandraoliveira.net/o-que-comer-e-o-que-evitar-para-uma-vida-longa-com-saude/">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/como-comer-mais-gordura-pode-melhorar-a-tua-memoria/">Como comer mais gordura pode melhorar a tua memória</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A doença de Alzheimer e a ligação ao açúcar</title>
		<link>https://sandraoliveira.net/a-doenca-de-alzheimer-e-a-ligacao-ao-acucar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2019 11:40:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estilo de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição e alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de 80% das pessoas com doença de Alzheimer ou têm diabetes tipo 2 ou níveis anormais de açúcar no sangue. Tão perto está a ligação entre as duas condições que os cientistas optaram por se referirem ao Alzheimer como “diabetes tipo 3”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/a-doenca-de-alzheimer-e-a-ligacao-ao-acucar/">A doença de Alzheimer e a ligação ao açúcar</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Artigo traduzido por Sandra Oliveira. O
original está <a href="https://medium.com/feed-your-brain/is-alzheimers-disease-type-3-diabetes-how-sugar-affects-the-brain-18f227d7389b">aqui</a>.</p>



<p>Chamam-lhe diabetes tipo 3 &#8211; por um bom
motivo.</p>



<p>Mais de 80% das pessoas com doença de
Alzheimer ou têm diabetes tipo 2 ou níveis anormais de açúcar no sangue. Tão
perto está a ligação entre as duas condições que os cientistas optaram por se referirem
ao Alzheimer como “diabetes tipo 3”.</p>



<p>As evidências que ligam o Alzheimer à diabetes
são convincentes e centram-se na insulina. A insulina é uma hormona secretada e
libertada pelo pâncreas quando os alimentos são ingeridos, principalmente
hidratos de carbono.</p>



<p>Os hidratos de carbono são decompostos no
intestino em unidades de glicose antes de entrar no sangue. É assim que o
açúcar no sangue sobe.</p>



<p>Os níveis de açúcar no sangue devem ser
rigorosamente regulados. Demasiado, ou muito pouco, são ambas situações
potencialmente perigosas. Quanto mais glicose no sangue, mais o pâncreas produz
insulina para baixar a glicose.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Resistência à insulina: quando o açúcar no sangue dá para o torto</strong></h2>



<p>E é aí que tudo pode começar a correr mal.</p>



<p>O corpo humano não foi projetado para lidar com
um dilúvio regular de açúcar. Ele só consegue lidar com um tanto disso antes de
desenvolver sinais de não conseguir lidar com essa carga toda.</p>



<p>A resistência à insulina é um desses sinais. É
descrita como uma condição “pré-diabética” que surge quando o metabolismo da
insulina corre mal. Basicamente, isso significa que a insulina começou a perder
o seu efeito, e a glicose permanece no sangue em vez de ser processada
normalmente.</p>



<p>O corpo, sentindo que ainda há muito açúcar no
sangue, bombeia ainda mais insulina num esforço para lidar com isso, mas com
pouco ou nenhum efeito. Se isso persistir por tempo suficiente, a resistência à
insulina leva à diabetes.</p>



<p>A razão para o desenvolvimento de resistência
à insulina é bastante simples. Uma dieta implacável de comidas e bebidas
açucaradas, hidratos de carbono refinados (pão, arroz, batatas fritas, bolos, bolachas,
doces e assim por diante) acaba por cobrar o seu preço.</p>



<p>Esta forma extrema de dieta não é natural, mas
de alguma forma é agora considerada normal.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Da diabetes tipo 2 à diabetes tipo 3</strong></h2>



<p>Como é que isto se relaciona com a doença de
Alzheimer? Altos níveis de insulina podem interferir nos neurónios e afetar a
função cognitiva, incluindo a memória e a concentração. Maior exposição à
glicose também significa maior suscetibilidade a um processo conhecido como
glicação.</p>



<p>&#8220;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0925443908002093">O
diabetes mellitus tipo 2 (diabetes tipo 2) tem sido demonstrado estar associado
à demência</a>&#8220;</p>



<p>A glicação é a ligação entre diabetes e
Alzheimer. É um processo pelo qual certas proteínas são danificadas quando
expostas a altos níveis de glicose. Este processo de glicação cria proteínas
conhecidas como produtos finais de glicação avançada (AGEs).</p>



<p>Estes AGEs podem impedir que os neurónios
funcionem corretamente. Pesquisas descobriram que os cérebros de pessoas com
doença de Alzheimer têm altos níveis destes AGEs, em comparação com pessoas sem
a doença. Os AGEs contribuem para a formação de placas amilóides &#8211; uma
característica dos cérebros de pessoas com Alzheimer.</p>



<p>Em suma, uma dieta interminável de alimentos
açucarados e hidratos de carbono refinados dá origem à resistência à insulina,
que pode, em última análise, dar origem à diabetes tipo 2 e, mais tarde, à
doença de Alzheimer.</p>



<p>Sabe-se disso desde a década de 1990, quando a
literatura começou a emergir, mas só agora começam a “pingar” estas informações.
O termo &#8220;diabetes tipo 3&#8221; foi cunhado pela primeira vez por investigadores
que publicaram no <em>Journal of Alzheimer&#8217;s
Disease</em> em 2005. Uma massa crítica foi alcançada quando a revista <em>New Scientist</em> apresentou o tópico na
capa da edição de 1 de setembro de 2012.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A dieta cetogénica, Alzheimer e
diabetes tipo 3</strong></h2>



<p>A ligação entre o açúcar no sangue e a
demência pode soar alarmante, mas oferece enorme esperança. Isto porque a
diabetes tipo 2 é uma doença do estilo de vida e, portanto, muito evitável.</p>



<p>Com mudanças dietéticas adequadas, pode
reduzir as suas hipóteses de desenvolver diabetes tipo 2 e, simultaneamente,
reduzir as suas hipóteses de desenvolver diabetes tipo 3.</p>



<p>Pode ter ouvido falar da dieta cetogénica. Foi
originalmente (e ainda é) usada para tratar pessoas com epilepsia. De facto, é
considerada uma “<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3321471/">terapia comprovada
para epilepsia resistente a medicamentos</a>”. Aqui está a pista &#8211; a
epilepsia é uma desordem cerebral.</p>



<p>A dieta funciona extremamente bem.
Basicamente, é uma dieta rica em gorduras e muito baixa em hidratos de carbono.
Pela sua natureza, restringe muito a quantidade de insulina e, portanto, a
glicose no sangue. Sem hidratos de carbono para queimar como combustível, o
corpo muda para a produção, a partir de gordura, de algo chamado corpos
cetónicos.</p>



<p>“<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3321471/">O exemplo mais
notável de um tratamento dietético com eficácia comprovada contra uma condição
neurológica é a dieta cetogénica, com alto teor de gordura e baixo teor de
hidratos de carbono (KD)</a>.”</p>



<p>Não se trata apenas de epilepsia. A dieta
cetogénica &#8211; ou baixa em hidratos de carbono &#8211; também foi considerada
terapêutica no tratamento de pessoas com défice cognitivo ligeiro (DCL). O DCL
é um estágio pré-Alzheimer.</p>



<p>Os cientistas deram a 23 pessoas idosas ou uma
dieta rica em hidratos de carbono ou baixa em hidratos de carbono por seis
semanas. No final do estudo, aqueles com a dieta pobre em hidratos de carbono
experimentaram melhora no desempenho da memória verbal, juntamente com reduções
no peso e na circunferência da cintura.</p>



<p>&#8220;<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3116949/">Estes resultados
indicam que o consumo muito baixo de hidratos de carbono, mesmo a curto prazo,
pode melhorar a função da memória em adultos mais velhos com risco aumentado
para a doença de Alzheimer</a>&#8220;.</p>



<p>Como funciona a dieta cetogénica? Há duas
explicações possíveis para estes resultados encorajadores. Primeiro, o alto
nível de gordura na dieta repara os danos às células cerebrais. As cetonas
produzidas a partir da gordura fornecem um combustível alternativo ao cérebro, em
vez da glicose.</p>



<p>A segunda possibilidade é que a ausência de
açúcar e de hidratos de carbono refinados na dieta inicie o processo de cura e previna
mais danos.</p>



<p>Aqui está a outra coisa fantástica sobre a
dieta cetogénica. As cetonas são produzidas no fígado, seja pela gordura que
come ou pela gordura armazenada. Então, quando muda para uma dieta muito baixa
em hidratos de carbono, o seu corpo começa a queimar as suas reservas de
gordura e, consequentemente, perde peso.</p>



<p>Uma dieta cetogénica não reduz apenas a
secreção de insulina e o seu risco de desenvolver Alzheimer, mas também promove
a perda de peso. Isto é um excelente negócio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mantenha as coisas simples</strong></h2>



<p>Se é saudável, mas quer apenas reduzir o risco
de desenvolver diabetes e Alzheimer mais tarde, não precisa seguir a dieta
cetogénica com rigor. Basta cortar todos os hidratos de carbono desnecessários
e não saudáveis, especialmente qualquer coisa com adição de açúcar, incluindo
refrigerantes. Mesmo a variedade sem açúcar, adoçada com adoçantes artificiais,
faz estragos no seu açúcar no sangue.</p>



<p>Ninguém precisa de açúcar. Ninguém precisa de
biscoitos, bolos, doces, batatas fritas e refrigerantes. O seu corpo só precisa
de comida verdadeira e saudável. Você precisa de muita proteína &#8211; carne, peixe,
ovos, queijo &#8211; e muitos vegetais para acompanhar essa proteína.</p>



<p>As necessidades dietéticas humanas são
surpreendentemente simples.</p>



<p>Outra coisa que pode fazer é evitar lanches
entre as refeições. Além de ser supérfluos para as necessidades alimentares,
lanchar significa que a produção de insulina é constantemente estimulada. Ao abster-se
de petiscar você dá um descanso ao seu pâncreas, e ao seu corpo a possibilidade
de começar a queimar gordura como combustível.</p>



<p>O Alzheimer é uma doença complexa e existem
muitas causas possíveis. Mas, com os casos de diabetes tipo 2 e Alzheimer a aumentar
simultaneamente, e num ritmo alarmante, fazer mudanças na dieta que controlam a
glicose e a secreção de insulina tem que ser óbvio para qualquer pessoa que
queira manter uma boa saúde quando for idoso.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://sandraoliveira.net/a-doenca-de-alzheimer-e-a-ligacao-ao-acucar/">A doença de Alzheimer e a ligação ao açúcar</a> aparece primeiro em <a href="https://sandraoliveira.net">Sandra Oliveira - Coach</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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